1º inventário em 136 anos identifica 843 peças

Ícone da arquitetura art déco em São Paulo e no Brasil, o Jockey Club de São Paulo abriga também um acervo artístico digno de um museu. Pela primeira vez desde sua criação, em 1875, a entidade fez um inventário de todo esse patrimônio - o prédio é de 1941. Foram contabilizadas nada menos do que 843 peças entre quadros, esculturas, pratarias, louças, tapeçarias e móveis - e até medalhas e troféus.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2011 | 00h00

Há, por exemplo, dez obras do pintor Di Cavalcanti, entre telas e gravuras. O local é ainda reconhecido por ser o maior acervo de obras do artista modernista ítalo-brasileiro Vitor Brecheret (1894-1955). São 14 peças, entre esculturas e relevos. Da rua mesmo é possível avistar cavalos em relevo no mármore travertino na portaria principal, na Avenida Lineu de Paula Machado.

As obras de Brecheret e a arquitetura do francês Henri Sajous (1897-1975), que assina o projeto, representam bem o estilo surgido entre os anos 20 e 30, auge do Modernismo. No Brasil, a estética se consolidou a partir da década de 1930 e permaneceu influente até os anos 1950.

Painel. Segundo especialistas, uma das obras mais valiosas do acervo do Jockey Club é Puro-sangue em Movimento, assinado pelo francês Bernard Dunand. A obra é um painel que desde 1953 está exposto no salão nobre da sede da instituição. A obra em laca representa cavalos em traços geométricos e tons dourados, com detalhes em preto e vermelho. Bernard é filho do maior artista da laca no art déco francês, Jean Dunand.

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