1 em cada 6 semáforos deve ser trocado

CET quer substituir equipamentos suscetíveis a danos pela chuva, mas medida não evita apagões; ontem, 114 faróis estavam desligados

Marcela Spinosa e Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

01 Março 2011 | 00h00

Até janeiro de 2012, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pretende substituir um em cada seis semáforos de São Paulo por modelos mais resistentes e modernos. Para evitar que as lâmpadas queimem ao entrar em contato com a chuva, a CET pretende trocá-las por luzes do tipo LED - 7.610 foram substituídas em 2010.

Especialistas em engenharia elétrica e de trânsito dizem que a troca não é suficiente para acabar com os apagões, que estão se tornando rotina. Quem andou na rua ontem de manhã encontrou 114 faróis com defeito. No fim da tarde, eram ao menos 90.

Entre 22 e 24 de janeiro, 602 equipamentos quebraram. "Me pergunto se são sempre os mesmos semáforos. Se for, isso é grave", diz o consultor em transportes e ex-presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) Luiz Célio Bottura. O frentista Valdique Pina, de 36 anos, tem uma resposta. Há nove anos, segundo ele, os faróis do cruzamento da Avenida Brigadeiro Luís Antonio com a Rua Maria Paula, na região central, pifam. "Tinha de ser arrumado de uma vez, porque aqui fica um caos", diz Pina.

A situação se repete há anos na Avenida São Miguel, em São Miguel Paulista, zona leste. Em toda a via, a reportagem contou 11 semáforos desligados ou com o amarelo piscante. A CET esteve nos locais e colocou cones na pista para evitar acidentes.

Na região central, os semáforos estavam apagados na República, Praça da Sé e Consolação. "Quem realmente fica prejudicado é o pedestre. Toda semana ficamos parados meia hora para atravessar esse cruzamento, ninguém respeita a faixa sem semáforo", reclamou o advogado Vicente Delphino, de 49 anos.

Outro cruzamento que estava apagado ontem à tarde foi o da Consolação com a Avenida Paulista. "A gente paga tanta multa e nem manutenção nos semáforos a CET faz", lamentou o taxista Fausto Bonfim, de 54 anos, da Casa Verde, na zona norte.

Causas. As falhas, em geral, são consequência de falta de luz, infiltração de água nas caixas semafóricas e variações na rede de eletricidade. Com relação às variações de voltagem que podem queimar as placas das caixas, a CET revela que está montando um "banco de dados dos semáforos, que incluirá datas de manutenção, histórico de funcionamento e análise da demanda de variação de energia" em parceria com a AES Eletropaulo.

A companhia também afirma ainda que, "dos 6.072 cruzamentos semaforizados da cidade, em média, 2% têm apresentado falhas. / COLABOROU DIEGO ZANCHETTA

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