1ª e última colocadas têm metas bem diferentes

A preparação das escolas que obtiveram a maior e a menor média em São Paulo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 - o último com dados divulgados - mostra os esforços de um lado para sair da última posição e do outro para permanecer no primeiro lugar.

Guilherme Soares Dias, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2013 | 02h06

Enquanto no Colégio Objetivo Integrado as aulas são em tempo integral e os alunos fazem provas similares ao Enem desde o 1.º ano do ensino médio, na Escola Estadual Aquilino Ribeiro, em Guaianases, na zona leste, os professores ainda precisam explicar a importância do exame.

No Objetivo Integrado, TVs anunciam a melhor média do País no Enem de 2011. O colégio é direcionado a alunos "olímpicos", que concorrem em competições de conhecimento.

Os 44 alunos do 3.º ano do ensino médio farão o Enem. Eles têm entre 16 e 17 anos e se dedicam integralmente aos estudos. A mensalidade custa R$ 1.973. "Não há divisão por nota, mas os alunos que procuram ensino integral já são seres humanos diferenciados", diz a coordenadora, Vera Antunes.

Neste ano, a escola fez quatro simulados para o exame, além de duas provas por bimestre que valem nota, nos mesmos moldes do Enem. Já no Aquilino Ribeiro, os alunos trabalham e ainda não têm "sede pela universidade", segundo a diretora, Maria Tereza de Almeida, para justificar a baixa adesão ao exame nacional.

São 151 alunos no último ano do ensino médio - todos no período noturno - e somente 30 devem fazer o Enem. Não houve simulado para a prova.

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