1% de galerias pluviais foram reformadas

Segundo a Prefeitura, 34% passaram por vistoria; cidade tem 2.850 km de ramais

FABIANO NUNES , JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2011 | 03h02

Mais três grandes buracos surgiram no caminho dos paulistanos nesta semana. Especialistas contam que essas crateras aparecem quando há falta de manutenção e vistoria nas galerias pluviais. São Paulo tem mais de 2.850 km desses ramais, ligando bocas de lobo a rios. Segundo a Prefeitura, 34% dessas ligações (cerca de 989 km) passaram por vistoria de janeiro a outubro e apenas 1% (26 km) do total foi reformado.

No domingo, uma cratera de seis metros de diâmetro complicou o trânsito na Marginal do Pinheiros. Ontem, outras duas vias sofreram solapamento: a Avenida Luís Dumont Villares, na zona norte, e a Rua Sanitária, em Pirituba, na mesma região.

Segundo o engenheiro Alirio Brasil Gimenez, diretor técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tubos de Concreto, as crateras surgem quando há dois tipos de problema na galeria pluvial: deficiência técnica do produto usado na construção ou desgaste natural do equipamento. "A gente costuma projetar uma rede de drenagem para vida útil mínima de 50 anos. Mas hoje em dia existem em São Paulo galerias com aproximadamente cem anos de idade."

Ele disse que é economicamente inviável fazer vistoria em toda a rede, mas é preciso acompanhamento constante das vias principais. "Em determinadas galerias, a vistoria só é possível por meio de microfilmagem. O ideal é que esse check-up seja feito a cada cinco anos", afirmou.

Bloqueio. Segundo a Prefeitura, na Avenida Luís Dumont Villares, próximo à Estação Parada Inglesa do Metrô, uma caixa de um poço de visita da galeria de águas pluviais estourou e, com as fortes chuvas, o asfalto cedeu. A obra de reparo deve ser finalizada no domingo. Até lá, a CET vai manter o bloqueio de duas faixas.

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