Para psiquiatra forense, agressores sexuais são ‘de ocasião’

Especialista afirma que, mesmo vítimas de transtorno mental, agressores têm capacidade de autocontrole e podem ser responsabilizados

Isabela Palhares e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2015 | 17h36

O psiquiatra forense Quirino Cordeiro, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, diz que “parte considerável, senão a maioria” dos agressores sexuais de transporte público não são doentes mentais, mas “infratores de ocasião”. Entre os agressores, a maior parte, 38%, tinha mais de 40 anos e 10% eram desempregados.

Segundo Cordeiro, mesmo aqueles diagnosticados com pedofilia, frotteurismo (encoxadores), voyeurismo ou exibicionismo, patologias que podem ser associadas à violência, têm capacidade de autocontrole, portanto, podem e devem ser punidos penalmente. 

O álcool e as drogas são substâncias que potencializam o comportamento desinibido e podem ajudar a desencadear o comportamento agressivo. 

“Uma linha forte da psiquiatria forense considera que, apesar de quadro de transtorno mental, o agressor consegue se controlar e pode ser responsabilizado", disse Cordeiro.

Tudo o que sabemos sobre:
Assédio SexualForense

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.