WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Ex-perueiros de SP ameaçam tirar catracas contra falta de repasse

Prefeitura prometeu 11% de reajuste e pagou 6,5%; subsistema local quer cobrar passagens só em dinheiro

Rafael Italiani e Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 14h34

Autalizada às 18h10

SÃO PAULO - As ex-cooperativas de lotações que operam o sistema local de transporte público se reúnem na tarde desta sexta-feira, 28, para decidir se vão fazer uma paralisação no início da próxima semana, contra o descumprimento da Prefeitura de reajustar os repasses em 11%, como adiantou a coluna Direto da Fonte. A correção determinada pelo gabinete do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, será de 6,82%. O restante para alcançar o valor pedido pelo setor é uma reposição de equilíbrio econômico. Procurada, a São Paulo Transporte afirmou que "não vai comentar".

Além da possibilidade de greve, os permissionários ameaçam retirar as catracas dos veículos e cobrar as viagens em dinheiro, da mesma forma que agiam nas gestões Celso Pitta e da ex-petista Marta Suplicy quando eram considerados clandestinos. Hoje, os antigos irregulares são responsáveis por 42,4% dos cerca de 1,6 bilhão de passageiros transportados neste ano, segundo dados da São Paulo Transporte (SPTrans).

A administração Fernando Haddad (PT) obrigou as cooperativas a virar empresas como as concessionárias que operam o sistema estrutura de transporte. Só dessa forma os permissionários poderão participar da nova concessão do transporte coletivo da capital. Na segunda-feira representantes dos antigos cooperados se reuniram na Secretaria Municipal de Transportes. 

Tatto colocou o secretário-adjunto de Transportes, José Evaldo Gonçalo, para dialogar com eles. O substituto chegou a dizer para os operadores do transporte local que eles não iriam “pressionar” a Prefeitura e culpou o Governo Federal pelo descumprimento da promessa de 11%. Gonçalo disse que não recebeu dinheiro de Brasília. Procurada, a Prefeitura não comentou.

Histórico. No início de julho, os ex-perueiros e o Sindicato dos Motoristas de Ônibus (Sindimotoristas) de São Paulo iniciaram um conflito com a Prefeitura para que as antigas 12 antigas cooperativas no subsistema local tivessem os mesmos benefícios de CLT que os motoristas e cobradores da rede estrutural. Logo depois, a Prefeitura renovou os contratos emergenciais com os permissionários, com aditivos de 6,82%. 

Tudo o que sabemos sobre:
MobilidadeTattoHaddad

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.