Verão, piscina, crianças e sorte

Verão, piscina, crianças e sorte

Angélica Arbex

24 de janeiro de 2019 | 17h52

Nesta semana foi amplamente veiculado um vídeo em que um funcionário de um condomínio salva do afogamento uma criança de 3 anos. Foi muita, muita sorte, mais 10 segundos e a história seria outra, diversos fatores contribuíram para o final feliz. E que bom que foi assim. Mesmo!

Essa história (re)abriu uma discussão muito importante para os prédios, muitos deles com uma super estrutura de clube mesmo. Quais são os limites das crianças nas áreas comuns, de quem é a responsabilidade sobre elas, quais são os riscos e como manter este ambiente seguro.

Os acidentes em condomínios com crianças são mais comuns do que a gente imagina e raramente são noticiados. A grande maioria das vezes eles acontecem na piscina. Todo mundo que trabalha com a Vida Vertical sabe isso e por que não conseguimos mudar essa realidade? A grande maioria dos condomínios tem como regra a proibição de menores de 10 anos sozinhos utilizando elevadores, a piscina e a academia, entre outros equipamentos dos prédios. É simples: essa regra precisa ser cumprida.

Nesta época de férias, feriados e verão, as áreas comuns dos prédios estão mais ocupadas, lotadas de crianças e esta regra precisa ser o tempo todo lembrada por síndicos e zeladores. E nisso não tem nada de intransigência, ou implicância, é importante e é grave. Pais, seus filhos pequenos precisam de tutoria para uso da área comum dos prédios. Existem diversas alternativas, como a contratação de equipes de recreação (que funciona super bem e resolve realmente para os pais que não estão em casa), rodízio entre mães, pais, babás. O fato é que terceirizar esta responsabilidade para o condomínio não é possível, recomendável e apropriado.

De todas as muitas regras que a gente precisa para viver em comunidade, estas relacionadas à segurança física das crianças são as mais importantes. É papel indelegável dos síndicos lembrarem a todo tempo os pais, especialmente durante as férias escolares. Vale aviso no elevador, no grupo de mensagens, nas redes sociais. Vale tirar foto e exemplificar, vale buscar cases e mostrar para os condôminos.

O que é importante é fazer com que os responsáveis pelas crianças entendam que neste caso, contar com a sorte não dá! Somos nós que podemos fazer com que o verão seja só uma lembrança divertida. E Alex… você mandou muito bem, como você disse, foi um milagre mesmo.