Tudo novo, de novo

Tudo novo, de novo

Angélica Arbex

23 Agosto 2016 | 12h33

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Desde pequena eu aprendi que patrimônio, patrimônio mesmo era ter imóvel. Primeiro a casa própria e depois, com muita poupança e sacrifícios, um, dois, três imóveis para alugar e garantir a renda, o futuro! Diferente dos carros, que só desvalorizam quando o tempo vai passando, os imóveis são a opção mais intuitiva e segura para se investir. Mas o que a gente precisa fazer para o dinheiro aplicado lá, valorizar sempre?

Não existe uma resposta única para esta pergunta, sem dúvida. Claro que alguns pontos merecem atenção muito especial na hora de comprar um apartamento para morar ou investir. Sem dúvida, o primeiro é a localização, com terrenos mais escassos, o novo plano diretor que restringe lançamentos fora dos grandes corredores de transporte público, localização é tudo. É só olhar para regiões onde já não existem mais terrenos, como por exemplo, o bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. Para morar lá, fatores como a conservação de fachada, a atualização e modernização do elevador, eventuais deficiências da elétrica ou hidráulica têm menor importância, perto do significado de viver naqueles poucos quarteirões entre o mar e a Lagoa.

Mas, a verdade é que não existem tantas Ipanemas por aí… Então em condições normais, como fazer para um apartamento que é novinho hoje, passe a valer mais a cada dia? Como fazer para o tempo não acabar com ele e um novo lançamento  nos arredores não chegar  valendo 20%, 30% a mais do que o nosso?

Pois é, manter um apartamento valorizado não é muito simples. Um apartamento faz parte de um conjunto, que pra dar certo, precisa  de planejamento, ação e gestão! Os prédios, assim como as empresas, devem trabalhar  com metas, recursos para investimento, plano de trabalho, projetos, entregas definidas, budget, correções de rota e melhorias contínuas. Por acaso, na gambiarra, no jeitinho, não vai pra frente!

Para começar, planejamento financeiro. Para cuidar e valorizar, precisa ter recursos e saber bem como empregá-los. Desconfie de um condomínio que nunca aumenta. Geralmente, neste caso, o prédio em questão está mal cuidado e criando, com o tempo, um enorme passivo de desvalorização. Síndicos e administradores têm uma equação importante e que interessa a todo mundo da Vida Vertical para resolver. Cuidar do hoje, racionalizando despesas, mantendo a qualidade e preparando um plano de longo prazo de conservação e valorização. Para que isso aconteça precisa se investir muito em tecnologia e em mão de obra qualificada e preparada para dar as respostas de como será morar nas cidades daqui a 5, 10, 15 anos.

A  boa notícia é que  quem acreditou no planejamento e colocou em prática com seriedade e profissionalismo está colhendo resultados cada dia melhores. A média de retorno sobre o capital bem investido em melhorias e modernização nos condomínios é de 1:10. Quem já está trabalhando nisso há tempos, já está colhendo resultados!  Isso quer dizer que  cada condômino que investe  R$ 5 mil para a modernização do condomínio, vê o preço de venda de seu imóvel subir mais ou menos R$ 50 mil.

Seu condomínio já está caro, você mal sabe quem é o seu Síndico… Mas a porta do seu elevador esta descascada, as instalações elétricas mostrando sinais de esgotamento de capacidade, a piscina com mobiliário quebrado, a fachada está suja e você acha que não tem nada com isso ou que não pode fazer nada para mudar essa situação? Está na hora de entrar no jogo. Conhecer o prédio, conversar com o síndico, propor uma consulta à administradora e arregaçar as mangas. Vocês têm muito trabalho a fazer e muitos frutos para colher.