Os condomínios e a cidade

Os condomínios e a cidade

Angélica Arbex

23 Maio 2016 | 15h47

Quantas paisagens diferentes cabem dentro da cidade de São Paulo? Em um recente mapeamento dos condomínios da cidade encontrei panoramas bastante distintos entre uma e outra região que compartilho aqui com vocês.

Quantidade de condomínios da cidade, valor médio que o paulistano paga de condomínio, empreendimentos novos entregues todo ano, regiões mais e menos verticalizadas… Números, números, números da  cidade que mais se verticaliza no país.

O valor médio da cota condominial de 2016 é de R$ 761,00, existem importantes diferenças no valor pago nas regiões da cidade, veja o quadro completo:

Cota (Sem fonte)

falamos aqui sobre os principais fatores que definem o orçamento condominial e consequentemente o valor da cota paga por cada unidade, mas a região tem impacto direto também. Os bairros definem valor médio do custo de mão-de-obra, perfil de fornecedores locais e padrão construtivo de condomínios. O infográfico apresenta as diferenças na cidade e a comparação com outras regiões monitoradas e importantes do Estado como o Litoral, a região de Campinas e o ABC.

A cidade não se verticalizou de forma proporcional, as Zonas Sul e Oeste lideram a concentração de condomínios e nestas regiões estão os bairros que se verticalizaram primeiro. Higienópolis, Cerqueira César, Moema, Jardim Paulista regiões centrais, áreas nobres, valorizadas sem terrenos para novos empreendimentos. Os antigões têm desafios importantes em sua pauta: conservar e valorizar os empreendimentos e manter o valor de m² da região no valor de venda destes imóveis. Do outro lado da cidade,  bairros que tiveram uma verticalização recente e acelerada transformaram  regiões inteiras. Tatuapé, Vila Leopoldina,  Tucuruvi abrigam superempreendimentos com diversos equipamentos de lazer,  prática de esportes e áreas para convivência levando o jeito de viver vertical para regiões sem essa tradição.

Região

São Paulo recebe aproximadamente 400 novos empreendimentos por ano. Em 2011 foram 412; já em  2015, 355 que se somam aos 20 mil empreendimentos em operação e vão desenhando a paisagem urbana. Entender a cidade e criar o novo jeito de conviver com tantos cenários diferentes é um desafio e tanto. Mesmo nestes tempos mais difíceis, a cidade continua crescendo pra cima, a cada novo lançamento mais histórias sendo criadas e contadas. A cada nova entrega, esse ano serão 283, mais gente realizando sonhos, compartilhando espaços, mudando, ajudando a  desenvolver novas regiões, criando novos laços e confirmando a nossa vocação de viver vertical.