Mundo de cão… e de gato

Mundo de cão… e de gato

Angélica Arbex

28 de setembro de 2015 | 09h14

fonte: freepik

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Segundo um levantamento do IBGE divulgado em junho deste ano, o Brasil tem 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos domésticos. Quase 45% das casas têm cachorro e 18%, gatos. As residências têm mais cachorros que crianças,  45 milhões de crianças até 14 anos no país, também dados do IBGE.

Regionalizando este estudo, os apartamentos paulistanos têm mais ou menos 1 milhão de cachorros e 460 mil gatos. Animais em condomínios é tema muito polêmico, delicado, daqueles que cada um dos lados puxa a razão para si e o consenso é difícil de ser alcançado.

Mas como criar um ambiente harmonioso compartilhando espaços e preferências desencontradas? Com regras claras de convivência. Muitos condomínios regraram por uso e costume a convivência com animais. Mesmo aqueles mais antigos em que a Convenção proibia, já há muita jurisprudência a favor de cães, gatos e seus donos.

OS condomínios mais novos nasceram entendendo essa preferência nacional e criaram os playgrounds para pets. Pet care, pet place, dogwalk espaços onde os animais são bem vindos, os donos se encontram, trocam experiências. O clima é aquele da pracinha do bairro onde mães e babás levam as suas crianças nas tardes ensolaradas.

Para quem mora em condomínio e ainda não tem animais mas tem vontade de aumentar esta estatística, ou para quem já tem e não sabe bem como ter uma convivência harmoniosa na vida vertical, existem dicas simples que podem ajudar, e muito.

– Conheça a dinâmica da sua casa: se a casa passa a maior parte do tempo vazia durante o dia, escolha raças mais acostumadas com esse perfil. Assim você evita reclamações recorrentes de barulhos, choros, latidos etc;

– Na área comum do condomínio, exceto nos espaços destinados aos animais, cães e gatos devem ser transportados no colo, na coleira, na casinha. Para o elevador, utilize o de serviço e sempre dê preferência às pessoas. Se você notar algum incômodo do seu vizinho ao compartilhar o elevador, espere a próxima viagem;

– Animais domésticos devem seguir a rotina rígida de visitas ao veterinário e receber todas as vacinas recomendadas. A carteirinha de vacinas deve sempre estar disponível para verificação pelo síndico do condomínio;

– Conheça as regras dos animais de estimação em seu condomínio. O melhor caminho para evitar aborrecimento é cumpri-las;

– As áreas comuns do condomínio, jardins, quadras, não são espaços de convivência dos animais. Respeite sempre esta regra e evite muito aborrecimento;

– Antes de levar um animal para a sua casa, conheça bem os detalhes da raça. Animais de grande porte em ambientes pequemos, sofrem. Converse com um veterinário de confiança, ele poderá dizer qual a raça mais adequada para conviver com a sua família;

– O entendimento da justiça e as regras estabelecidas nos condomínios convergem em um ponto importante: todos têm direito de ter um animal de estimação, desde que esta condição não interfira na saúde, no sossego e na segurança dos demais condôminos;

Segundo os seus donos, esses cuidados ficam pequenos e até intuitivos, perto da alegria que os 4 patas trazem para a casa e para a vida.