Usuários do Twitter fotografam e comentam alagamentos em SP

Estadão

11 Janeiro 2011 | 20h11

Como de costume, o Twitter foi usado para registrar os momentos de caos durante a chuva que assolou a cidade durante esta madrugada e manhã. Na rede social, o assunto ganhou grande repercussão.

@sidneyvt Sidney Torres
“Cada vez que vejo um desastre de chuvas como o de SP me pergunto se vale a pena investir milhões em meteorologia todos os anos.”

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Foto: @farrapo

@NelsonLambach Nelson Lambach
“Culpar o excesso de chuvas como causa do caos em SP é esquecer que a prefeitura deixa de fiscalizar a impermeabilização indevida do solo”

@robertosena http://twitpic.com/3oy347

@msoares Marcelo Soares
“Na cidade onde engarrafamento virou ‘lentidão’, não me espantaria se alagamento virasse ‘umidade'”.

@GuiFuoco http://twitpic.com/3oyfch

@moisespamplona Moisés Pamplona
“Depois de passar a madrugada ilhado na empresa, correndo do alagamento dentro da central, vim embora”

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Foto: @fugiii

@leo_ofontes Leonardo Fontes
“Em SP é assim – trânsito: culpa do excesso de carros; alagamento: culpa do excesso de chuvas. Não existe poder público?”

@inacio_Tsai http://twitpic.com/3p1gh6

@rodrigo_martino Rodrigo De Martino
“SP não é mais uma cidade para se viver. Entre caos no trânsito, chuvas, alagamentos, a cidade não desperta mais tanta alegria.”

@ClaudinhaStoco http://twitpic.com/3oxvmp

@RonaldoSuares Ronaldo Suares
“Ilhado em meio à selva de pedra, asfalto e muito entulho. O jeito é voltar pra casa.”

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Foto: @brunochuruska

RELATO: Evandro Silva e Silva, 29 anos, analista de comunicação

“Trabalho em um banco, no Jabaquara. Por volta das 19h fomos para a região da Liberdade, no centro, para uma confraternização. Ficamos lá até as 23h30. Quando saímos vimos o caos em que se encontrava a cidade. Tinha deixado o carro na estação Carandiru do Metrô. Uma amiga me ofereceu carona até lá. No caminho, pela Avenida Tiradentes, já havia pontos cheios de água.

Depois de pegar o carro, ia para Guarulhos e a minha amiga para a zona leste, na região da Mooca. Na volta, a Avenida Cruzeiro já estava toda inundada. Chegamos à Marginal Tietê pegando uma contramão na Avenida Voluntários da Pátria. Por volta da 1h, chegamos na ponte da Vila Guilherme, onde o alagamento era intransitável. Estacionamos os carros em um petshop na Marginal e ficamos até as 4h30 esperando as águas baixarem. Vimos muitos carros abandonados na enchente, inclusive um táxi e um ônibus de viagem. Só consegui chegar em casa por volta das 5h30.”

RELATO: Ítalo Unhaiser, 21 anos, estudante

“Sai da Barra Funda por volta da 0h30 e estava voltando pra casa, em Osasco. Logo na saída da ponte Júlio Mesquita para Marginal Tietê já havia um ponto de alagamento, mas conseguimos passar com o carro. Não andamos muito, e próximo à Ponte da Freguesia do Ó encontramos um trecho intransitável. Muitos carros que tentaram passar acabaram ficando no meio do caminho. Nesse ponto esperamos até 3h.

Conseguimos avançar mais um pouco, mas outro ponto bem embaixo da Ponte da Freguesia nos prendeu dentro do carro até 5h. Não dava nem para voltar, nem para tentar ir pelo bairro – as saídas também estavam alagadas. Tivemos que esperar as águas baixarem em um ponto embaixo da linha de trem da CPTM, no Piqueri, até as 6h manhã.

Levamos mais de 6 horas para percorrer um trecho que normalmente é feito em 20 minutos.”

Eduardo Roberto, do estadão.com.br