Novo sistema deve prever enchentes com duas horas de antecedência

Estadão

13 de outubro de 2010 | 14h22

A Secretaria Estadual de Saneamento e Energia de São Paulo instalou nesta quarta-feira o novo Sistema de Previsão e Alerta de Enchentes. A novidade é parte das ações do governo do Estado, que inclui incremento de soluções tecnológicas, obras hidráulicas e de manutenção para reduzir o impacto das chuvas na cidade.

Segundo a secretaria, o novo sistema permitirá estabelecer um alerta sobre ocorrência de chuvas e possibilidade de inundações com cerca de duas horas de antecedência.

Os dados serão obtidos a partir do cruzamento de informações da rede de monitoramento e do radar meteorológico, e permitirão informar também sobre situações de alagamentos de rios e córrego nas bacias do Alto Tietê (Região Metropolitana de São Paulo) e do rio Piracicaba (Região Metropolitana de Campinas).

As informações sobre chuvas são coletadas por um conjunto de estações telepluviométricas (que medem a chuva remotamente) e por um radar meteorológico instalado no município de Salesópolis nas nascentes do Rio Tietê junto à barragem de Ponte Nova.

Já as informações de nível d’água nos rios e reservatórios são coletadas por um conjunto de estações telefluviométricas instaladas nos diferentes rios, córregos e reservatórios das bacias do Alto Tietê e Piracicaba.

Atualmente, estão instalados um total de 200 postos telepluviométricos e telefluviométricos nas bacias do Alto Tietê (Região Metropolitana de são Paulo) e Piracicaba (Região Metropolitana de Campinas), no interior de São Paulo. Até o final do ano serão criados mais 40 postos, segundo a secretaria. O novo sistema teve investimento de R$ 2 milhões

Salas. O Sistema de Previsão e Alerta de Enchentes implantado nas Salas de Situação em São Paulo e Piracicaba integra informações de outras instituições do Estado, como Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

A Secretaria também promete instalar em breve uma Sala de Situação na Região do Vale do Paraíba, em Taubaté. Serão centrais onde dados hidrológicos e meteorológicos são coletados e processados para gerar informações confiáveis, tendo em vista alertar as autoridades competentes para a possibilidade de ocorrência de eventos críticos de inundação e proteger a população.

O sistema utiliza dados meteorológicos (chuvas) e hidrológicos (níveis d’água nos rios e córregos) monitorados em tempo real por meio de uma rede de estações telemétricas e de um radar meteorológico.

A transmissão destes dados é feita automaticamente em intervalos de tempo de dez minutos para uma central de processamento, onde eles são analisados e consistidos.

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Solange Spigliatti

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