Chuva faz córregos transbordar na capital e inunda estação do Metrô

Estadão

21 Fevereiro 2011 | 14h25

Todas as regiões da capital paulista ficaram estado de atenção por mais de duas horas – das 14h40 às 17h – por conta dos temporais que atingiram a cidade no começo da tarde, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

A subprefeitura de Ipiranga decretou estado da alerta, devido ao transbordamento do Córrego Ipiranga. Às 14h50, a Subprefeitura de Jaçanã/Tremembé também entrou em alerta, por conta da cheia do Córrego Tremembé. Às 16h, a cidade contabilizava 30 pontos de alagamento.

Entre as principais vias atingidas estavam a Avenida Professor Abraão de Morais, na zona sul da cidade, intransitável em três locais, e a Avenida Luiz Ignácio Anhaia Melo, na zona leste, com dois pontos intransitáveis.

Durante a chuva, a cidade registrou na zona norte a maior rajada de vento desde 2007. Ela alcançou quase 97 km/h. O registro foi feito por medidores do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante Santana.

Desabamento. Um desabamento por causa das chuvas em uma rua próxima à Avenida Cupecê, na zona sul, deixou duas vítimas. Os bombeiros receberam um chamado às 14h31, e foram ao local para fazer o resgate. As duas vítimas, porém, foram socorridas por moradores da vizinhança antes da chegada dos bombeiros.

Árvores. O temporal também causou a queda de pelo menos cinco árvores em importantes vias da cidade, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Três delas, de grande porte, interditavam faixas da Avenida Ibirapuera, perto da Avenida Indianópolis, outra na Rua Sena Madureira, e na Rua Aurora. A árvore caiu sobre um carro e uma moto, interditando totalmente a via. 

Houve registro de queda de árvores também na Avenida Interlagos, na altura do número 5.699, sentido bairro, e na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, perto da Rua Jaceguai, interditando uma faixa no sentido centro. O galho de grande porte atingiu a fiação elétrica.

O Corpo de Bombeiros da capital informa que recebeu 119 chamados relacionados à queda de árvores e atendeu 32 ocorrências por causa das inundações.

Transportes. O Aeroporto de Congonhas, na zona sul, ficou fechado para pousos e decolagens das 14h19 às 15h. De acordo com boletim da Infraero, até as 16h, do total de 153 voos programados para o dia, 14 foram cancelados e 15 registraram atrasos.

As fortes chuvas alagaram a Estação Jardim São Paulo, na Linha 1- Azul do Metrô. A estação foi fechada por volta das 15h e reaberta às 16h.

Durante esse intervalo, os trens passaram direto pelo local e os usuários tiveram que desembarcar nas estações adjacentes (Santana ou Parada Inglesa). As demais linhas operaram normalmente durante o temporal, apenas com redução de velocidade nos trechos descobertos.

O temporal ainda afetou pelo menos 65 semáforos em toda a cidade. Segundo a CET, 41 deles estavam apagados e outros 29 em amarelo intermitente.

Falta de energia. A chuva deixa diversos bairros sem eletricidade. Dentre os mais afetados estão a Vila Mariana, Vila Maria, Mooca, Santana, Tremembé, Socorro e Tatuapé, de acordo com a concessionária AES Eletropaulo. O município de Diadema também está sem luz.

Cerca de mil raios caíram na área de concessão da AES Eletropaulo. A companhia disse que colocou cerca de 750 eletricistas, técnicos e engenheiros para atenderem os problemas de falta de luz. Segundo a empresa, até as 19h, a energia já havia sido restabelecida em 55% das ocorrências.

Os clientes que estão sem eletricidade podem enviar um torpedo para o número 27373 e comunicar a interrupção. Devem enviar um SMS com a palavra luz e o número da instalação, disponível na conta de luz. O serviço é gratuito.

Solange Spigliatti e Pedro da Rocha, da Central de Notícias – Texto atualizado às 19h45.

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