Telefonia e instituições financeiras lideraram reclamações a procons paulistas em 2014

Telefonia e instituições financeiras lideraram reclamações a procons paulistas em 2014

Marco Antônio Carvalho

24 de março de 2015 | 11h26

Sete das 10 empresas com mais reclamações pertencem a esses segmentos; em 2014, foram realizados 942 mil atendimentos nas unidades de São Paulo

Bancos e empresas de telefonia ocupam novamente o topo do ranking de reclamações aos procons paulistas. O órgão de defesa do consumidor divulgou nesta terça-feira, 24, a lista de reclamações atendidas durante o ano de 2014. O resultado não surpreendeu: pelo quinto ano consecutivo, instituições financeiras e da área de telecomunicações são os alvos mais frequentes de protestos de consumidores.

Veja também: Procons registraram 2,4 milhões de reclamações em 2014

“Esse resultado enfatiza o que os órgãos de defesa do consumidor vêm constatando e apontando: nos setores regulados da economia, ainda não é dado o devido tratamento aos interesses e direitos dos consumidores”, declarou a Fundação Procon SP em nota à imprensa. Sete das 10 empresas com maiores números de registros pertencem a esses segmentos, com um total de 21.431 reclamações.

Telefonica/Vivo, Claro/NET/Embratel, e Lenovo/CCE foram as três empresas com maior quantidade de reclamações no ano passado. Na classificação por índice de solução, as três passam a figurar respectivamente na 34.ª, 47.ª e 48.ª colocação na lista em que 1.ª colocação representa o que menos respondeu aos clientes efetivamente. Segundo o Procon, isso demonstra que, apesar da grande quantidade de reclamações, as empresas têm se empenhado para resolver os problemas.

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Na outra ponta, a MRV Engenharia, a Faculdade Anhanguera e a Unimed respondem pelos três primeiros lugares, deixando sem solução 87%, 69% e 63% das reclamações fundamentadas, respectivamente. Em 2014 foram realizados 942.511 atendimentos nas unidades de defesa do consumidor. Desse número, 63.135 resultaram em reclamações fundamentadas, sendo que 52% foram atendidas. O índice total de solução é de 89%.

Para a diretora-executiva do Procon SP, Ivete Maria Ribeiro, as empresas devem se organizar melhor para atender o consumidor. “Os fornecedores devem encontrar mecanismos de atendimento mais eficientes e ágeis em seus canais de comunicação, buscando maneiras efetivas de prevenção e de pronta resolução”, declarou Ivete em nota.

Motivo. O principal motivo para consumidores irem aos procons no ano passado foi problema com cobrança, representando 30% dos casos. Vício ou má qualidade do produto (18%), problema com contrato (16%) e vicio ou má qualidade do serviço (14%) vieram em seguida.
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