Reajuste de plano de saúde

Luciana Magalhães

15 de janeiro de 2014 | 20h34

O que a Unimed Paulistana faz é cobrança abusiva, diz leitor

Por Luciana Magalhães

Reclamação do leitor: Tenho um plano de saúde corporativo da Unimed Paulistana em uma microempresa e, após aditamento de contrato realizado,  a cooperativa mudou a forma de calcular os reajustes. Agora a Unimed Paulistana leva em conta principalmente os índices de valores médico/hospitalares e de excesso de sinistros. Reclamo do  índice de reajuste estipulado para nosso plano, de mais de 16%, pois é um número bem mais alto do que o da  inflação em 12 meses. A Unimed informa apenas que o reajuste tem anuência da Agência Nacional de Saúde (ANS). A ANS passou a mesma informação. Quero saber qual os critérios para se chegar aos 16% de aumento. Thiago José Moreira / São Paulo 

Resposta: A Unimed Paulistana informa que não há uma listagem disponível de valores que especifiquem exatamente as variações dos custos e das despesas médico-hospitalares. Ressalta também que o reajuste aplicado ao contrato não está associado diretamente à inflação. O índice de 16,30%  se refere apenas a ajuste financeiro na área da saúde.

Réplica do leitor: A Unimed Paulistana não ter uma listagem disponível ao consumidor com os valores que especifiquem exatamente as variações dos custos e das despesas médico-hospitalares já  permite concluir que o  aumento da mensalidade não é nada transparente e, portanto, é indevido.  Em conversas com amigos médicos que atendem pela Unimed Paulistana, por exemplo, pude perceber que o reajuste de seus vencimentos em 2013 ficaram bem aquém dos 16,3%. Então, se esse índice é de fato válido, matematicamente falando seria necessário que altas salariais de outros profissionais da saúde e de serviços e produtos hospitalares/laboratoriais tivessem ultrapassado a taxa de aumento vigente.