Hospital Saboya deixa paciente sem cuidados básicos

Luciana Magalhães

16 Setembro 2014 | 15h00

É desesperador depender da saúde pública, reclama o leitor

 

Reclamação do leitor:  Infelizmente o meu pai está internado no Hospital Saboy, no Jabaquara. Uma série de problemas ocorrem no local. Os médicos e enfermeiros não têm crachá, justamente para você não identificá-los ou fazer uma reclamação do péssimo atendimento prestado.  Quando aparece um médico, o acompanhante não consegue falar com ele sobre o paciente. Quando consegue, é simplesmente maltratado e vai embora sem saber o que está acontecendo. O meu pai está internado desde o dia 5/8 e, até hoje (25/8), não recebeu nenhum diagnóstico. Na visita, sempre encontro o meu pai, assim como outros pacientes, totalmente abandonados, sem banho ou higiene adequados. No dia 23/8 a minha irmã o encontrou sujo, num estado degradante. Peço ajuda! Genival Santos / São Paulo

 

Resposta: A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que a ouvidora da unidade entrou em contato com os familiares do paciente e, segundo anotações no prontuário, estão cientes do diagnóstico e prognóstico do tratamento. O paciente  deu entrada na unidade no dia  30/7, sendo prontamente atendido pelo neuroclínico, e não desde 5/8, como informado. Com relação à identificação dos profissionais, informa que a unidade possui um quadro de colaboradores novos e, além disso, estão devidamente identificados com crachás. Todos os profissionais são instruídos a portar o crachá em local visível, pois tal procedimento faz parte da política de segurança e qualidade. A diretoria do hospital se coloca à disposição para receber o filho do paciente e solucionar as possíveis dúvidas e os questionamentos referentes à qualidade do atendimento e a assistência prestada ao seu pai.

 

 Réplica do leitor: Reclamo que o contato inicial deveria ter sido feito comigo, que postei a reclamação e sou seu filho.  Somente após as  reclamações postadas e protocoladas nos órgãos competentes, nas redes sociais e imprensa é que levaram o meu pai para um quarto e melhoraram um pouco o tratamento dado. Porém, continuo a reclamar que nenhum médico nos posicionou sobre o quadro de saúde dele.  Não quero criar problemas, mas apenas que seja respeitado o direito a um bom tratamento.