Entregador de bicicleta bate em veículo e foge sem prestar auxílio

Entregador de bicicleta bate em veículo e foge sem prestar auxílio

Rappi esclarece que colaboradores cadastrados na plataforma não possuem vínculo empregatício com a companhia, sendo prestadores de serviços autônomos e, portanto, pessoalmente responsáveis por seus atos

Renata Okumura

27 de março de 2019 | 05h00

Fábio de Oliveira afirma que estava na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul de São Paulo, quando um entregador da Rappi bateu em seu veículo, danificando o farol e também o capô do carro. Ele cobrou explicações, mas o ciclista foi embora sem dar satisfação. Ao entrar em contato com a empresa, consumidor foi informado de que a mesma não se responsabiliza pelos atos do entregador. Além disso, a startup é uma marca registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em diversas categorias, inclusive moda e vestuário. Sendo assim, qualquer pessoa pode adquirir produtos da marca em diversos canais, como Mercado Livre e OLX. Assim, segundo a Rappi, o uso de elementos com o logo da empresa não indica vínculo de cadastramento ou prestação de serviços ao aplicativo.

Motorista flagra bikeboy fugindo, após batida em veículo Foto: Leitor Fábio de Oliveira

Fábio de Oliveira: “Eu estava na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na altura do número 1.300, quando, às 14h27 de 18 de março, um entregador da Rappi veio pela esquerda e atravessou na minha frente. Ele estava andando no meio da avenida, sem equipamentos de segurança e total desatenção. Bateu no meu carro e amassou o capô e também danificou o farol. Tentei abordá-lo. Ao bater, discutiu comigo, disse que não iria falar o nome e falou que se fosse reclamar dele, era para anotar a placa. Falou ironicamente porque estava de bicicleta. Eu fui na Rappi na Rua Tenente Negrão e, lá, a gerente Michele Campos Volpe disse que não poderia fazer nada porque a pessoa estava de bicicleta, não há controle e vendem as bolsas com a marca, mesmo para quem não faz parte da entrega pela empresa.”

Resposta da Rappi: “A Rappi lamenta o ocorrido, porém, como a executiva da empresa explicou para o consumidor quando ele foi até a sede da empresa, não é possível identificar a pessoa envolvida no acidente, nem mesmo se ele é um entregador parceiro da empresa, apenas pelo horário e o local em que este aconteceu. Além disso, a startup é uma marca registrada no INPI em diversas categorias, inclusive moda e vestuário. Sendo assim, qualquer pessoa pode adquirir produtos da marca em diversos canais, como Mercado Livre e OLX. Portanto, o uso de elementos com o logo da empresa não indica vínculo de cadastramento ou prestação de serviços ao aplicativo. A Rappi esclarece ainda que os entregadores cadastrados na plataforma não possuem vínculo empregatício com a empresa, sendo prestadores de serviços autônomos e, portanto, pessoalmente responsáveis por seus atos. A Rappi declara, ainda, que não possui nenhuma responsabilidade pelo fato ocorrido entre o motorista e o ciclista na colisão de trânsito relatada e reforça que sempre orienta todos os entregadores cadastrados na plataforma a cumprir integralmente regras e leis, como o Código de Trânsito Brasileiro, sendo expressamente rechaçada a conduta do ciclista citado.”

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