Desmatamento desenfreado

Desmatamento desenfreado

Luciana Magalhães

06 de outubro de 2013 | 10h00

“Mais de 500 árvores foram derrubadas”, diz leitora

Por Luciana Magalhães

Rua Dr André Peggion, antes do desmatamento

Rua Dr André Peggion, após desmatamento

Continuação da Rua Dr André Peggion, após desmatamento

Reclamação da leitora: Moro na Rua Dr. André Peggion, Jardim Regina, e essa rua sempre foi usada como área de lazer por moradores do bairro. Porém, desde o começo de setembro, estão derrubando todas as árvores da rua. Uma verdadeira barbárie contra a natureza. Soube que essa derrubada é para a  construção da nova faixa da Rodovia dos Bandeirantes e que não há previsão para o plantio de novas árvores e para a retirada do que foi cortado. Ou seja, não basta a degradação do local, mas também ficará um matagal em frente de casa. Peço que, após a obra, seja feito o replantio das árvores, além da construção de uma barreira acústica na Bandeirantes, já que as árvores tinham essa função. Érica Aparecida de Jesus Paulino / São Paulo

Resposta: A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que existe processo administrativo para a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348),  área de propriedade da Concessionária do Sistema Anhanguera Bandeirantes S/A,  onde serão removidas 386 árvores entre os quilômetros Km 16 e 19. Além disso, serão preservados 31 exemplares arbóreos e outros 33 serão transplantados. Resslata também que, em contrapartida, a concessionária efetuou o depósito no Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema) de, aproximadamente, R$ 76 mil para custear 182 mudas compensatórias e deverá realizar o plantio interno de 282 mudas, padrão reflorestamento, e 516 mudas, de espécies nativas, próximo ao Km 29. Quando concluído o plantio, a densidade arbórea da região passará de 450 para 862 espécies.

Réplica da leitora: Os próprios funcionários da empresa informaram aos moradores que mais de 500 árvores foram derrubadas. Se apenas pouco mais de 386 foram licenciadas, isso me leva a crer  que algo está errado, não? De qualquer maneira, é lamentável este tipo de compensação, já que efetivamente não compensa nada.

Fotos: Érica Aparecida de Jesus Paulino

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