Consumo de água alto na região de Praia Grande

Luciana Magalhães

01 Agosto 2014 | 12h56

Não concordo com os valores cobrados pela Sabesp, reclama leitor

Reclamação do leitor: Reclamo do valor da tarifa cobrado pela Sabesp de Praia Grande. Questionei os valores excessivamente altos cobrados nas contas de abril e  de  junho da minha sogra, e fui surpreendido com a resposta de que a consumidora gastou  nos últimos 5 anos a média mensal de 15 m3, o que foi considerado um consumo baixo. A minha sogra tem 84 anos, morava apenas com um filho e trabalhava o dia inteiro. Além disso, ela passava 4 dias por semana na minha casa. Eu moro com minha esposa na mesma cidade, mas em outro bairro, e o nosso consumo médio é de 7 m3. Não concordo com essa medição da Sabesp, pois a própria empresa não constatou nenhuma anomalia no local.  Adelto Gonçalves / Praia Grande

Resposta: Sabesp esclarece que atende às determinações fixadas pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia (Arsesp) para tarifação nos municípios do Estado de São Paulo. Esclarece também que tem atendido as solicitações dos clientes na realização de vistoria ao referido imóvel, inclusive com a presença dos proprietários, como ocorreu nos meses de março, abril e maio deste ano. Foram feitas aferições no hidrômetro constatando que o equipamento funciona normalmente  e testes que não detectaram vazamento que pudesse aumentar o consumo da residência. A Sabesp também adota medidas para localização de possíveis vazamentos internos, testes de sucção e de vazamentos visíveis em caixas e bacias sanitárias e para aferição do hidrômetro é usada tecnologia disponível no mercado e acreditada pelo Inmetro. A Companhia informa que prestou todos os esclarecimentos aos moradores e, inclusive, orientou-os a fazer a verificação nas instalações hidráulicas internas do imóvel, uma vez que a responsabilidade é do proprietário.

Réplica do leitor: A resposta da Sabesp não convence. Enviei um profissional no local para fazer uma inspeção e nenhum vazamento foi constatado. Continuo considerando os valores cobrados e a média de consumo dos últimos 5 anos extremamente exagerados para uma consumidora de 84 anos e seu filho de 61 anos, ainda mais que nessa época passava o dia todo fora de casa trabalhando.