Cemitério do Araçá requer cuidados

Luciana Magalhães

08 de outubro de 2014 | 15h00

Levaram a porta da campa da minha família e dois vasos de bronze, reclama a leitora

 

Reclamação da leitora: Reclamo do descaso da Prefeitura com os cemitérios de São Paulo. No mês passado furtarama porta da campa da minha família no Cemitério do Araçá, além de dois vasos de bronze. Soube também que recentemente um grupo entrou no cemitério de madrugada e quebrou várias  estátuas, portas, etc. Além disso, na última vez em que estive no local, ele estava  imundo e abandonado. Eneida Schiavon Lourenço / São Paulo

 

Resposta: O Serviço Funerário do Município de São Paulo (SFMP)  informa que, em todas as necrópoles municipais, as ocorrências são registradas pelo administrador do cemitério, para que as autoridades policiais possam investigar e punir os responsáveis pelos crimes cometidos. Sabemos que o concessionário é quem deve registrar o Boletim de Ocorrência, mas, diante das constantes violações e para que as ações delituosas sejam investigadas e coibidas, os administradores, quando em suas rondas periódicas percebem algum objeto faltante e também quando os jardineiros dão falta de alguma peça, avisam a administração para que seja efetuado o boletim de ocorrência, pois há túmulos violados em que os familiares não visitam com frequência. Esclarece também que, os serviços de limpeza, conservação e reparação de muretas, carneiras, túmulos, jazigos, mausoléus e cenotáfios, são de responsabilidade dos concessionários dos terrenos e/ou de seus representantes, conforme o Artigo 37 do Ato n.º 326/32. Esclarecemos ainda que, apesar de não ser lixo, as folhas secas são varridas e recolhidas diariamente. Entre outras ações em andamento, estreitamos a parceria e mantemos contato permanente com a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de forma que o número de rondas periódicas e policiamento fixo foi readequado, levando-se em conta a vulnerabilidade da região em que a necrópole está inserida. O SFMP pede que os familiares, quando em visita ao túmulo da família, compareçam à administração do cemitério, a fim de fazer o reconhecimento das peças já recuperadas durante as ações realizadas.

 

Réplica da leitora: No meu caso, a ocorrência foi lavrada na administração quando a porta da campa e o vaso de bronze foram roubados. Sobre a varrição é mentira, pois tenho encontrado a ruela onde  está a campa da minha família em estado péssimo! Há uma árvore gigante, que solta muitas folhas, todo o ano. E, como fica lá embaixo, bem próxima ao tanque e já quase no muro que é paralelo ao muro da Dr. Arnaldo, ninguém vê. Desta vez os ladrões entraram dentro da campa e levaram a cruz de bronze. Um absurdo!

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