A difícil situação dos moradores de rua em São Paulo

Jerusa Rodrigues

12 Dezembro 2013 | 19h57

“As pessoas  não são obrigadas a aceitar o encaminhamento aos Centros de Acolhida”

Por Jerusa Rodrigues

Reclamação da leitora: Quero deixá-los cientes da rápida instalação de moradores de rua numa praça em frente a minha casa, na Rua Princesa Isabel, na altura no número 700, no Campo Belo. Sei que se trata de um problema social de São Paulo, com difícil solução. Porém moro nesse endereço há 32 anos e é o único imóvel que eu tenho. Se continuar a invasão dos excluídos com essa velocidade, ninguém mais terá coragem de vir a minha casa. Quando a Guarda Civil Metropolitana (GCM) aparece, eles saem por 5 minutos, mas retornam logo em seguida. E ainda usam drogas abertamente! Gostaria de saber qual a atitude que será tomada pela Prefeitura. Susanne Smetana Lopes / São Paulo

Resposta: A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) informa que atua nessa região abordando e encaminhando moradores em situação de rua, por meio de orientadores sociais do Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas). Com a finalidade de propiciar a saída do morador em situação de rua da região e promover o retorno ao convívio da família e da comunidade, o trabalho desenvolvido pelos orientadores é socioeducativo. O trabalho consiste na identificação, aproximação, escuta e encaminhamento, das pessoas que aceitam, para a rede de proteção social, como Centros de Acolhida. É importante ressaltar que as pessoas são convidadas a ir para os Centros de Acolhida, mas não são obrigadas a aceitar o encaminhamento.

Réplica da leitora: O problema foi solucionado em parte, pois, de tanto chamar a GCM, parece que os moradores de rua desistiram de montar acampamento na praça ou na calçada. Mas ainda há grupos de 3 a 5 pessoas que ficam na calçada fazendo a maior sujeira e usando drogasm. Li no jornal O Estado de São Paulo do dia  8/12 sobre  o estado de abandono  em que se encontram esses abrigos,portanto, fiquei achando que estamos perdidos nesta pobre cidade, com mais um governo  perdido e ineficaz, que pensa que dispersar os usuários de drogas da Cracolândia resolve esse grave problema .