Três nomes de rua, três explicações

Estadão

25 de outubro de 2009 | 11h14

Por Edison Veiga

Rua Murmúrios da Tarde, em Itaquera
A rua homenageia o poema homônimo de Castro Alves (1847-1871), publicado no livro Espumas Flutuantes, único lançado em vida pelo autor romântico. Ao longo de seus 55 versos, Castro Alves antecipa o estilo descritivo do parnasianismo, que só se firmaria anos depois, com Olavo Bilac (1865-1918).
Curiosidade: fica nesta rua a entrada do Parque Raul Seixas.

Travessa Soneto à Lua, em Cidade Ademar
Estreita e pequena – mede menos de 100 metros -, esta ruazinha da Zona Sul carrega o mesmo nome de um soneto do diplomata, compositor e poeta Vinicius de Moraes (1913-1980). A obra foi publicada em 1938, no livro Novos Poemas.
Curiosidade: Até 1991, a rua era chamada de Travessa Santo Afonso.

Rua dos Aflitos, na Liberdade
Indigentes, criminosos e escravos mortos em São Paulo costumavam ser enterrados no Cemitério dos Aflitos, aberto em 1775. No século seguinte – mais precisamente a partir de 1858, com a abertura do Cemitério da Consolação – o local foi abandonado e, em ruínas, acabou loteado. Do terreno original, sobrou apenas a igrejinha que ficava dentro dele. O beco que dá acesso a ela é chamado de Rua dos Aflitos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.