Preciosidades de Guilherme de Almeida

Estadão

24 de agosto de 2009 | 15h00

Por Edison Veiga

Fazia tempo que eu queria conhecer o sobrado de número 187 da Rua Macapá, em Perdizes. Ali viveu, de 1946 até a morte, o poeta, advogado, jornalista, crítico de cinema, ensaísta e tradutor Guilherme de Almeida (1890-1969). Fechado há três anos, o imóvel, que pertence ao governo paulista desde a década de 70, sofre uma série de adequações para ser reaberto, no primeiro semestre de 2010, como museu e Centro de Estudos de Tradução Literária. Há cerca de um mês, passei algumas horas lá dentro, guiado pelo poeta e diretor do espaço Marcelo Tápia, a fim de escrever uma reportagem para o Estado.

A casa, de 230 m², é impressionante. Móveis, obras de arte e objetos pessoais de Almeida estão ali, preservados, intactos ao tempo (acima, desenho que ele fez do próprio sobrado). Dias depois de minha visita, Tápia enviou-me um e-mail com imagens de algumas preciosidades da casa. Ei-las:


Capa, concebida por Guilherme de Almeida, da revista modernista Klaxon.


Anúncio da Lacta, com design de Guilherme de Almeida, publicado na revista Klaxon.


Capa do livro Nós, de 1917, primeiro de Guilherme de Almeida.


Paulicea Desvairada, de Mário de Andrade, com dedicatória do autor para Guilherme de Almeida. A casa possui um acervo de 6 mil títulos, entre eles muitas primeiras edições de modernistas, autografadas.


Dedicatória de Oswald de Andrade, em seu Memórias Sentimentais de João Miramar a Guilherme de Almeida.


Sagarana, de Guimarães Rosa, com dedicatória do autor para Guilherme de Almeida. O ex-libris de Almeida, concebido e desenhado por ele, traz o lema Sub boni et mali arboris umbra, que quer dizer: “à sombra da árvore do bem e do mal”.


Partitura da canção Desejo, parceria de Guilherme de Almeida com o maestro Villa-Lobos.

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