O humor político dos Parlapatões

Estadão

23 de agosto de 2009 | 15h51

FOTO: José Patrício/AE

Por Edison Veiga

O bar que funciona junto ao Espaço Parlapatões tem um caráter político. Quem afirma isso é o próprio palhaço, ator e dramaturgo Hugo Possolo (à esq. na foto, ao lado do também Parlapatão Raul Barretto), fundador da trupe que comanda a casa. E isso não é piada.

Frequentado por artistas de todo o tipo e muita gente que gosta de artes em geral, o bar é um dos tantos pontos de encontro da Praça Roosevelt, que nos últimos anos se transformou em cenário para acalorados debates informais acerca do “fazer cultura” em São Paulo.

Mas não é só isso. O ativismo político dos Parlapatões também está presente em suas peças, sempre provocativas. A comédia O Papa e a Bruxa – texto do italiano Dario Fo -, atualmente em cartaz, trata de temas polêmicos para a Igreja, como as drogas, o aborto, a Aids e o celibato.

Outra peça recente que experimentou grande sucesso – e está prevista para voltar à programação no ano que vem, em versão remodelada – foi O Pior de São Paulo. Os Parlapatões prepararam um verdadeiro city-tour pela cidade – os espectadores embarcavam em um ônibus – com esquetes cômicos em cada uma das paradas. “Quando anunciamos a peça, as pessoas imaginavam que iríamos mostrar a pobreza e a sujeira da cidade”, lembra Hugo. “Mas São Paulo tem coisa muito pior: por isso escolhemos locais como a Daslu e o Fasano.”

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