Mais sobre o aniversário da Cooperifa

Estadão

21 de outubro de 2009 | 12h43

Eis que acaba de chegar um e-mail do poeta Sérgio Vaz, relatando o sucesso das atividades de aniversário do Sarau da Cooperifa. Diz ele:

“Povo lindo, povo inteligente,

Ontem simplesmente não sobrou pedra sobre pedra, e a Mostra Cooperifa está provando que o povo só consome coisa ruim porque é servido coisa ruim, mas que fique bem claro que ele gosta é de gosta boa. A prova disso foi a segunda noite da Mostra Cooperifa.

No CEU Casablanca, à tarde, mas de 500 crianças foram assistir ao espetáculo da Cia. Bambalina da Espanha, que encantou a todos, inclusive os adultos, com sua interpretação mágica de bonecos. Os meninos e meninas também foram um espetáculo à parte. Cada riso, cada grito, cada olhinho brilhando era a prova que todo o trabalho e luta para levar arte e cultura para a periferia, está valendo a pena.

Ainda à tarde, só que agora no CEU Campo Limpo, um bom público presenciou um debate riquíssimo sobre cultura e ativismo na periferia. Pois na mesa só tinha pessoas que realmente sabem sonhar com as mãos. Eles não são estudiosos no assunto. Eles são o assunto.

Coordenados por Érika Peçanha, Nelson Maca – Blackitude (BA), Guti Fraga – Nós do Morro (RJ), Alessandro Buzo – Favela toma conta (SP), Adriana – Feira Preta (SP) deixaram bem claro para os presentes, em suas histórias de vida, que a teoria é muito importante, mas praticar a teoria é mais importante ainda. Foi puro alimento para a alma.

À noite, no CEU Campo Limpo, as pessoas foram chegando de todos os lugares e súper lotaram o teatro para assistirem às apresentações de dança dos grupos Cia. Sansacroma (Rascunho de Solano) e o Balé Capão Cidadão que fizeram com que a gente também dançasse junto com eles, mas sem os pés no chão. A plateia foi ao delírio e o teatro quase veio a baixo. Muitos aplausos, sorriso e lágrimas de alegria. Catarse!

A periferia unida… No centro de todas as coisas… Que noite maravilhosa!

É tudo nosso!”

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