Lembranças de um GP Brasil

Estadão

01 de novembro de 2009 | 06h15

Por Edison Veiga

Às 11h de hoje (horário de Brasília) será dada a largada do GP de Abu Dabi, que encerra o campeonato 2009 de Fórmula 1. A corrida promete ser bem sem-graça. Primeiro, porque o circuito (novíssimo) é daqueles chatos, em que as chances de ultrapassagem praticamente não existem; segundo porque o campeão do ano já está definido desde a corrida passada, no Brasil: o inglês Jenson Button.

FOTO: Clayton de Souza/AE

Três semanas atrás, o Estado publicou um perfil de Carlos Montagner (foto), de 61 anos, diretor de prova do GP Brasil. Na semana que antecedeu a publicação, foram horas de conversa dele com este repórter. Ao fim da entrevista, falávamos sobre o “torcedor” que habita cada “diretor de prova”. Ele concordou:

“No mundo todo não existe um diretor que não torça para alguém. Da boca para fora eu não posso torcer, é claro. Mas tenho minhas preferências. Gostaria que o Rubinho (Barrichello) ganhasse, que o Felipe Massa estivesse correndo e ganhasse. No ano passado, por exemplo, fiquei muito chateado porque dei a bandeirada para o Felipe como ‘campeão do mundo’ e, segundos depois, para o (Lewis) Hamilton como campeão. Fiquei muito emocionado. Dois campeões na mesma corrida? Nunca tinha visto isso. Realmente aconteceu uma coisa diferente. Vi todos comemorando e, logo depois, ‘descomemorando’.”

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