Caos em Guarulhos

Estadão

02 de julho de 2009 | 12h41

FOTO: Eduardo Silveira/Divulgação

O leitor Eduardo Silveira nos enviou um e-mail relatando a “péssima experiência” vivida por ele e outros passageiros hoje pela manhã no Aeroporto de Guarulhos. Silveira conta que foram duas horas e meia em um local sem ventilação. Controle contra a gripe suína? Praticamente nenhum. Compartilhamos com vocês:

“Regularmente, em decorrência da minha atividade profissional (finanças), viajo ao exterior a partir do Aeroporto de Guarulhos. Apesar de sempre confuso, o aeroporto funciona mediocremente bem fora dos horários de pico (imagino que vocês conheçam essa realidade). Porém, o que eu vi hoje me aterrorizou.

FOTO: Eduardo Silveira/Divulgação

Eu voltava da França em um voo que aterrissou às 5h55. Quando saí do avião e percorri o “finger”, cheguei ao corredor de desembarque, já completamente tomado de gente. Permanecemos ali, brasileiros e estrangeiros, sem acesso a banheiro ou qualquer infraestrutura – pois se trata de um lugar de passagem, por cerca de uma hora e meia até chegarmos à escada rolante que leva ao controle de passaportes.

Lá fomos direcionados à fila para controle da Anvisa, por conta da gripe suína. Permanecemos nessa fila por mais uma hora, até chegarmos ao posto de controle, composto por duas cabines, com agentes de saúde que apenas verificavam se na declaração de bagagem cada passageiro tinha deixado o seu telefone de contato. Ressalto que no voo não foi fornecido formulário específico sobre a situação de saúde dos passageiros. E a Anvisa não fazia controle nenhum, apenas pedia para as pessoas deixarem seu número de telefone.

Em seguida, passei pelo controle de passaportes e depois conversei com um agente da Polícia Federal, claramente constrangido com a situação. Ele desabafou, dizendo que as condições de trabalho no aeroporto são péssimas para os passageiros, que o grau de saturação é enorme, ainda mais com o aumento do número de voos internacionais com destino ao Brasil. Vale ressaltar o processo todo levou aproximadamente duas horas e meia. Em um local sem ventilação, com uma aglomeração enorme de pessoas.

A grande maioria dos brasileiros estávamos envergonhados com as condições. A porta de entrada de nosso País é um desastre, onde expomos nossas mazelas.

Um país que ambiciona receber grandes eventos precisa se programar de forma adequada. O que vimos hoje é o retrato da falta de competência e planejamento.”

FOTO: Eduardo Silveira/Divulgação