Aos sábados, centro paulistano tem circuito do samba de roda

Estadão

09 de outubro de 2009 | 18h04

Por Diego Zanchetta

Um dos lugares mais agradáveis do centro paulistano, na minha opinião, é a Praça Dom José Gaspar, ao lado da Biblioteca Mário de Andrade, na Avenida São Luís. Aos sábados, um dos bares instalados bem no centro da praça, sombreada por árvores centenárias com mais de 5 metros de altura, promove há dois anos uma feijoada ao som da Velha Guarda do Camisa Verde e Branco. Rola só com “bambas” das antigas, chega a emocionar ver aquele pessoal de cabelos grisalhos entoando Cartola e antigos sambas enredos que passaram pela Avenida Tiradentes, antigo local dos desfiles paulistanos. E o bar ainda tem uma carta de cachaças de fazer inveja a qualquer boteco chique, com preços bem em conta.

Bem perto dali, na Praça Roosevelt, ao lado da Rua da Consolação, o samba de roda que começa às 15 horas também já se consolidou como uma das melhores opções para um curtir um sabadão com feijoada no centro. Para quem conheceu o local há uns cinco anos, cheio de travestis e drogados, vale uma nova visita no espaço, revitalizado com a ajuda das cinco companhias de teatro que funcionam na rua. Artistas, turistas e boêmios de todos os naipes se reúnem na praça, onde é possível esticar o programa até a madrugada – no Teatro do Ator, há sessões com início à meia-noite.

E não tão distante da Roosevelt tem o samba com feijoada mais disputado da cidade, na quadra do Vai Vai, na Rua Paim. Grifes do samba paulistano e estrangeiros de passagem pela cidade sem nenhum samba no pé entram em harmonia ao som da consagrada bateria comandada pelo Mestre Tadeu. Mas o segredo para curtir o local é fazer uma reserva antecipada com mesa, já que fica difícil comer a feijoada no barracão lotado.

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