‘Vilões’ do trânsito, radares da CET poderão denunciar carros roubados à Polícia
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‘Vilões’ do trânsito, radares da CET poderão denunciar carros roubados à Polícia

Governo do Estado e Prefeitura negociam compartilhamento de informações para facilitar localização de veículos com queixas

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

14 Julho 2016 | 11h43

Amaldiçoados por milhares de motoristas, os quase mil radares de velocidade de São Paulo estão prestes terem uma função que, possivelmente, agradará mais os cidadãos. A polícia pediu ajuda da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para usar os equipamentos para achar carros roubados.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública, administrada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) e a CET, comandada pelo governo Fernando Haddad (PT) estão negociando uma integração das câmeras dos radares aos sistemas da Polícia Militar e da Polícia Civil. As tratativas estão “avançadas”, segundo o governo estadual.

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Radar na Avenida 23 de Maio. Foto: JF Dióro/Estadão

Pouca gente sabe, mas os radares não captam só a placa do carro que excede os limites de velocidade nas vias. Ele capta todas as placas, e pode armazenar o registro de todos os veículos que cruzam suas lentes.

A ideia do governo é ter acesso, instantaneamente, a esse bando de dados dinâmico. Assim, quando alguém ligar para o 190 para se queixar do roubo ou furto de um automóvel, a placa do carro levado pelos bandidos será lançada nesse sistema. Se o carro passar por qualquer radar da cidade, poderá ser localizado.

Veja aqui um mapa da CET com a localização de todos os radares da cidade

O governo do Estado espera, com a medida, ressuscitar o programa Detecta — uma promessa de campanha do governador Alckmin que vendeu a ideia de um monitoramento eletrônico da cidade, em que atitudes suspeitas flagradas por câmeras de segurança seriam detectadas por um programa de computador.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que “o sistema Detecta conta com 278 câmeras na área urbana da Capital”. Parte dos equipamentos faz parte de um programa piloto desenvolvido na região do Morumbi, zona oeste.