Vereadores querem CPI da dívida, do asfalto e de velocidade nas marginais
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Vereadores querem CPI da dívida, do asfalto e de velocidade nas marginais

Situação e oposição no Legislativo municipal decidem nesta semana temas das duas investigações que devem ser abertas com a volta dos trabalhos

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

01 Fevereiro 2017 | 15h23

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Vereador Aurélio Nomura, líder do governo. Foto: Epitácio Pessoa/ESTADÃO

A Câmara Municipal de São Paulo volta em meio a uma corrida entre governo e oposição para preencher a lista de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) que serão abertas neste ano. O Legislativo deverá manter duas CPIs abertas, e não faltam temas candidatos à alvo de investigações.

O governo tem duas prioridades: um a CPI para investigar os grandes devedores de impostos da cidade e outra para abrir a suposta “caixa preta” da Usina de Asfalto da Prefeitura. No caso da primeira, a articulação vem sendo feita pelo próprio presidente da Câmara, Milton Leite (DEM).

“É um pedido que vem do governo, uma CPI dos grandes devedores”, diz o líder de João Doria (PSDB) na Câmara, o também tucano Aurélio Nomura. É uma saída que vem sendo ventilada por Leite desde antes de o atual governo tomar posse: ao achar formas de conseguir que esses grandes devedores –bancos, na maioria– paguem seus impostos, a arrecadação municipal poderá subir, aliviando o buraco criado pela equipe de Doria ao decidir manter congelada a tarifa de ônibus.

No caso da Usina de Asfalto, a investigações seria sobre uma série de suspeitas de falhas em contratos de material e serviços. “Ainda precisamos nos debruçar sobre essas denúncias”, diz Nomura.

Já o PT pretende levar para o Legislativo a questão do aumento de velocidade nas Marginais do Tietê e do Pinheiros, ocorrida no último dia 25 após uma decisão contrária sobre a mudança emitida de forma liminar pela Justiça e derrubada pela Procuradoria Geral do Município.

Líder da oposição, o vereador Antonio Donato (PT) afirma que a investigação é necessária para acompanhar eventuais falhas na divulgação das estatísticas de acidentes e nas causas das choques, colisões e atropelamentos. “Na semana passada houve uma grande confusão, uma divulgação de dados incorretos por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Isso tudo precisa estar bem esclarecido”, diz Donato.