Uber passa a aceitar pagamentos em dinheiro nas viagens em São Paulo
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Uber passa a aceitar pagamentos em dinheiro nas viagens em São Paulo

Medida é anunciada após empresa se enquadrar nas regras da Prefeitura para aplicativos de transporte individual

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

22 Julho 2016 | 17h00

A Uber vai liberar o pagamento de viagens na cidade de São Paulo em dinheiro a partir da próxima semana, em data ainda a ser definida. Até hoje, as viagens só poderiam ser pagas por meio do cartão de crédito, previamente cadastrado.

Os aplicativos dos usuários já cadastrados vão migrar para o novo modelo de cobrança aos poucos, segundo Fabio Sabba, porta-voz da empresa. Já os novos clientes terão a opção quando baixarem o App.

A medida foi anunciada após a empresa se enquadrar nas regras da Prefeitura para sistemas de transporte individual privado. A Uber — como as concorrentes Cabify e Easy Go, da Easy Táxi — tem de pagar uma taxa de R$ 0,10 aos cofres públicos a cada km percorrido.

Três cidades do nordeste — Recife, Fortaleza e Salvador — já tinha essa modalidade de pagamento. Belo Horizonte começaria a receber dinheiro ainda nesta sexta-feira, 22. Segundo Sabba, o pagamento em dinheiro já era liberado em outros países. No Brasil, começou pelo nordeste após a empresa perceber que 60% dos cadastros de novos clientes parava, sem terminar, quando eles chegavam no preenchimento dos dados do cartão.

“Essa é também uma vontade dos motoristas. Se recebem em dinheiro, têm o dinheiro na hora, em vez de receber na semana seguinte, que é quando os pagamos”, diz o porta-voz.

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Motorista da Uber em São Paulo. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A taxa que a empresa cobra dos motoristas — que varia entre 10% e 30%, dependendo do tipo de veículo e de corrida — será feito por desconto no valores devidos nas corridas pagas por cartão de crédito.

Sabba explica ainda que, caso o motorista não tenha troco, o aplicativo pode registrar um saldo na conta do cliente — que se reverterá em desconto na corrida seguinte.

A empresa sustenta que a medida não aumenta o risco de assaltos, uma vez que só a pessoa que solicita o carro — e que, portanto, está nos dados cadastrais da empresa — é que sabe que o veículo é Uber. “Eles também não vão circular com grande quantidades de dinheiro”, afirma Sabba.