Uber diz que vai se enquadrar no decreto da gestão Haddad
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Uber diz que vai se enquadrar no decreto da gestão Haddad

Diretor da principal empresa de aplicativo de transporte disse que medida da Prefeitura abre precedente para outras cidades

Fabio Leite

11 Maio 2016 | 17h11

A Uber confirmou que vai se enquadrar na nova legislação de transporte particular de passageiros publicada pela gestão Fernando Haddad (PT) nesta quarta-feira, 11, por meio de decreto e que vai compartilhar suas informações com a Prefeitura de São Paulo. O anúncio da regulamentação dos aplicativos pelo prefeito gerou uma série de protestos de taxistas pela cidade.

Segundo o diretor da empresa no Brasil, Guilherme Telles, a Uber ainda aguarda as portarias que precisam ser publicadas pela Secretaria Municipal de Transportes para avaliar de que forma a cobrança da outorga por quilômetro rodado vai impactar no preço da viagem pelo aplicativo, que hoje chega a menos da metade da viagem de táxi na categoria compartilhada.

SAO PAULO 10/05/2016 CIDADES UBER PROTESTO TAXISTAS Protesto dos taxistas em frente a prefeitura de São Paulo devido a assinatura do decreto autorizando a Uber NA FOTO TAXISTA CHUTAM E AMASSAM CARRO PRETO DURANTE PROTESTO FOTO ALEX SILVA/ESTADAO

Taxistas protestam contra decreto de Haddad. Foto: Alex Silva/Estadão

“Nossa expectativa é que essa medida coloque um precedente para outras cidades do Brasil”, disse Telles, em entrevista na sede da empresa, na tarde desta quarta-feira. “O que a gente enxerga de positivo é que isso é um primeiro passo. É uma coisa nova, moderna e diferente. O decreto coloca como potencial de carros a serem utilizados sendo todos os carros disponíveis”, disse.

Segundo ele, a medida vem ao encontro do que a empresa pensava a respeito da regulamento do serviço. “No fundo, o que a gente está pensando é isso. Se a gente tiver um uso mais inteligente dos carros, você vai ter menos carros nas ruas e melhorar a mobilidade”, afirmou Telles.

A Uber está acompanhando os protestos de taxistas contrários à legislação. Telles informou que a empresa “sempre” opera no nível máximo de segurança, em contato constante com os motoristas para auxiliar na eventualidade de uma agressão e intermediando o contato com a polícia.

As informações que a Prefeitura exige das empresas de transporte são das viagens: origem e destino, tempo de trajeto, tempo de espera, entre outros. A prefeitura garante que as informações pessoas dos usuários fazem parte da relação comercial entre passageiros e empresas e que esse sigilo está mantido.