Tucano ‘abandonado’ por Doria deve presidir CCJ na Câmara de SP
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Tucano ‘abandonado’ por Doria deve presidir CCJ na Câmara de SP

Mário Covas Neto, que não teve apoio do prefeito e do partido na disputa à presidência da Casa, vai comandar comissão mais importante da Casa

Fabio Leite

09 Fevereiro 2017 | 15h18

Vereador Mario Covas Neto (PSDB). Foto: Alexa Silva/Estadão

Vereador Mario Covas Neto (PSDB). Foto: Alexa Silva/Estadão

 

Preterido pelo prefeito João Doria (PSDB) e pela sua própria bancada na eleição para presidente da Câmara Municipal de São Paulo em janeiro, o vereador tucano Mário Covas Neto deve ser eleito nesta sexta-feira, 10, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa e pela qual passam todos os projetos de lei antes de seguirem para votação no plenário.

Mesmo sem o apoio do partido, Covas Neto manteve sua candidatura à presidência e acabou computando apenas o próprio voto na disputa, que foi vencida por Milton Leite (DEM) com 50 votos entre os 55 parlamentares. “O governo (Doria), em algum momento, começou a trabalhar fortemente pela candidatura Milton Leite. A votação foi reflexo disso”, criticou Covas Neto na ocasião.

Agora, o vereador tucano irá presidir a CCJ no ano em que Doria pretende aprovar, no Legislativo, algumas de suas principais promessas de campanha, como a privatização do autódromo de Interlagos e a concessão do Anhembi à iniciativa privada. Todos esses projetos precisarão de parecer favorável da CCJ e de outra comissão pertinente ao assunto.

“A minha visão é de um vereador, de situação agora, mas da Casa, que foi eleito por 75 mil pessoas que esperam que eu desempenhe o meu mandato de maneira digna, da melhor forma possível. Tenho todo o interesse que governo dê muito certo. Agora, no Legislativo, vou exercer a função com a imparcialidade que se espera de alguém que tenha uma representatividade pública”, disse Covas Neto.

O tucano contou ainda que foi convidado pela bancada do PSDB para assumir o comando da CCJ e que “restou alguma mágoa” pelo fato de não ter tido apoio de Doria nem dos correligionários na Câmara na eleição em janeiro. “Tenho que seguir a minha vida, virar a página. Não é possível que um episódio paute todo o meu mandato. Restou alguma magoa, de fato, mas isso o tempo vai apagar”, completou.

Ao todo, sete comissões permanentes vão definir seus presidentes nesta sexta. Além de Covas Neto na CCJ, o acordo entre as bancadas prevê as eleições de Jair Tatto (PT) em Finanças e Orçamento, Fábio Riva (PSDB) em Política Urbana e Meio Ambiente, Senival Moura (PT) em Transporte, Atividade Econômica e Turismo, Rute Costa (PSD) em Saúde, Promoção Social e Trabalho, Cláudio Fonseca (PPS) em Educação, Cultura e Esportes, e Toninho Paiva (PR) em Administração Pública.