Só três Prefeituras Regionais de Doria serão chefiadas por mulheres
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Só três Prefeituras Regionais de Doria serão chefiadas por mulheres

"Se você achou pouca mulher, imagina eu?", questiona Bruno Covas, secretário das Prefeituras Regionais, que escolheu a equipe

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

07 Dezembro 2016 | 13h37

A gestão João Doria (PSDB) decidiu dar apenas 3 das 32 Prefeituras Regionais de São Paulo para a administração de mulheres. Somente as regionais de Santana, na zona norte, e Jabaquara e M’Boi Mirim, na zona sul, terão chefes do sexo feminino.

Questionado sobre o motivo do desbalanço entre os gêneros, o futuro secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas (PSDB), vice-prefeito eleito da cidade, desconversou: “Se você achou pouca mulher, imagina eu?”, disse na manhã desta quarta-feria, 7, em um salão de convenções do edifício World Trade Center, no Brooklin, zona sul, onde apresentou os nomes dos 12 últimos prefeitos regionais.

Covas havia dito que os critérios para a escolha dos prefeitos regionais era a formação acadêmica, a interlocução com a região e a disposição para executar as tarefas da gestão Doria.

O vice-prefeito, Bruno Covas

As escolhidas são a ex-funcionária da construtora Camargo Corrêa Rita de Cássia Corrêa Madureira, para o M’Boi Mirim; a ex-deputada estadual Rosmary Corrêa pelo PMDB, atualmente filiada ao PSDB, para Santana; e ex-chefe de departamento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) no governo do PSDB Maria de Fátima Fernandes.

Covas já havia negado aparelhamento de cargos nas Prefeituras Regionais, afirmando que os critérios foram todos técnicos.

O total de mulheres ocupando cargos de chefes das subprefeituras caiu de 4 para 3. A gestão Fernando Haddad (PT) havia nomeado quatro mulheres para o preenchimento dessas vagas. Na gestão anterior, de Gilberto Kassab (PSDB), os subprefeitos eram coronéis da reserva da Polícia Militar.