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Haddad regulamenta compartilhamento de carros por aplicativo

Clientes irão alugar e devolver carros em vagas de estacionamento comum, na rua; empresas pagarão taxa especial

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

10 Junho 2016 | 10h06

A Prefeitura de São Paulo vai publicar neste sábado, 11, no Diário Oficial da Cidade, uma resolução abrindo credenciamento para empresas de carsharing. Assim, vai liberar também essa forma de compartilhamento de viagens, a exemplo do que já fez com serviços de transporte privado individual, como o Uber.

O carsharing é similar ao aluguel de carros, mas no lugar de os veículos estarem em uma locadora, onde devem ser retirados e devolvidos, nessa modalidade o cliente aluga e deixa o carro em vagas de estacionamento comuns, na rua.

O cadastramento das empresas vai exigir apenas dados básicos da documentação. A diferença é uma taxa de zona azul especial que essas empresas vão pagar, por usarem as vagas da rua. É a mesma lógica que a gestão Fernando Haddad (PT) adotou para a regulamentação dos aplicativos de transporte: o controle do poder público é em cima do uso do viário urbano, não do serviço em si.

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Taxistas em protesto contra a liberação do Uber. Foto: Márcio Fernandes/ESTADÃO

Em outras cidades do mundo, a liberação dos veículos, travados, é feita por meio do celular. Ao chegar no lugar onde o carro está estacionado, o cliente pede a liberação do veículo ou, se o aparelho tiver sistema de detecção por proximidade, encosta o telefone em um detector.

Segundo a SPNegócios, empresas da Prefeitura à frente do desenvolvimento do modelo, há apenas uma empresa na cidade operando o serviço, ainda com pontos próprios de estacionamento. Ela tem 80 veículos. Com a regulamentação, deve pular para 300 carros. Outras duas empresas também devem passar a atuar na capital quando a regulamentação sair.

Onde o sistema já existe, as empresas do setor cobram uma taxa de assinatura dos clientes e uma tarifa no momento das viagens. No caso da empresa que já trabalha na capital, essa assinatura é de cerca de R$ 50 mensais. E o preço do uso do carro, por hora, é de cerca de R$ 4 — o combustível é pago pela empresa.