Em seu último ano, Haddad investiu só metade do previsto em SP
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Em seu último ano, Haddad investiu só metade do previsto em SP

Balanço da Prefeitura aponta aplicação de R$ 2,98 bi dos R$ 5,89 bi orçados para 2016, o menor nível de investimento dos quatro anos da gestão petista

Fabio Leite

30 Janeiro 2017 | 07h00

Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Ex-prefeito Fernando Haddad. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

 

A gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) investiu metade do previsto em seu último ano no comando de São Paulo. Balanço divulgado pela Secretaria Municipal da Fazenda mostra que foram aplicados em 2016 somente R$ 2,98 bilhões dos R$ 5,89 bilhões orçados pela administração petista.

Mesmo em valores nominais (sem a atualização dos números pela inflação), o volume de recursos investidos em obras e programas municipais no ano passado foi o menor dos quatro anos da gestão Haddad (2013-2016).

O recorde ocorreu em 2015, com R$ 4,3 bilhões investidos. Em 2014, foram R$ 4,1 bilhões e, em 2013, R$ 3,8 bilhões. O ano de 2016 foi marcado por uma forte recessão econômica em todo o País e a crise também afetou as finanças da capital paulista.

De acordo com o relatório de execução orçamentária, a Prefeitura arrecadou no ano passado R$ 6,9 bilhões a menos do que o previsto. Ou seja, dos R$ 54,4 bilhões estimados em receita, entraram nos cofres da cidade somente R$ 47,5 bilhões. Para 2017, a projeção de receita é de R$ 54,7 bilhões.

Mas ao contrário do que ocorreu com o governo estadual, por exemplo, o déficit não está associado uma queda de arrecadação com tributos. Segundo o balanço, as receitas com impostos e taxas municipais, como ISS e IPTU, ficaram exatamente dentro do esperado, na casa dos R$ 23,3 bilhões.

Os maiores vilões do caixa paulistano em 2016 foram a redução de R$ 1,2 bilhão na transferências correntes entre governos, como repasses do ICMS estadual, e, principalmente, o corte de R$ 3 bilhões nas transferências de capital, ou seja, recursos destinados a investimentos.

A previsão era de São Paulo recebesse R$ 3,9 bilhões de repasses, principalmente do governo federal, mas só chegaram R$ 806 milhões. A queda brusca das transferências federais foi a principal justificativa dada por Haddad para explicar a redução dos investimentos e o descumprimento de metas de campanha, como a construção de 20 CEUs, 150 km de corredor de ônibus e 55 mil moradias.

Nos quatro anos de gestão, Haddad planejou investir R$ 31,9 bilhões (em valores corrigidos pela inflação), mas aplicou somente R$ 17 bilhões. Segundo ele, foi o maior volume de investimentos da história da cidade e executado no contexto de recessão econômica.

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