Dersa usa verba de obra do Rodoanel Norte para concluir museu
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Dersa usa verba de obra do Rodoanel Norte para concluir museu

Estatal paulista vai contratar projeto para Museu de Arqueologia de Carapicuíba, construído e inativo há 4 anos como compensação dos trechos já inaugurados

Fabio Leite

10 Março 2017 | 11h58

Inauguração do Trecho Oeste em 2002. Foto: José Luis da Conceição/Estadão

Após anos de impasse com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Dersa decidiu usar parte do dinheiro destinado às obras do trecho norte do Rodoanel para contratar o projeto museológico necessário para viabilizar a abertura do Museu Regional de Arqueologia de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

O prédio do museu foi construído pela estatal paulista há quatro anos ao custo de R$ 2,3 milhões como compensação ambiental pela construção dos trechos oeste, sul e leste, já inaugurados. O local, porém, nunca foi aberto ao público por falta de projeto museológico. Dersa e Iphan jogavam um para o outro a responsabilidade pela implantação do museu, que terá em seu acervo peças de cerâmica, telha e louças do século XVIII encontradas nas escavações de vários trechos do Rodoanel. As peças estão do Museu de Arqueologia da USP.

Agora, a Dersa anunciou que vai usar parte do financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção do trecho norte, ainda em execução, para custear 50% da contratação de uma consultoria que fará o Plano Museológico Institucional e o Projeto Museológico Executivo para implantação do futuro, ao custo de R$ 472 mil. Segundo a estatal controlada pelo governo Geraldo Alckmin ( PSDB), a contratação deve ser concluída em três meses e o projeto em seis meses após a assinatura do contrato.

A abertura do museu, contudo, depende do Iphan e da Prefeitura de Carapicuíba, que serão os responsáveis pela administração do acervo e do prédio.