Câmara de SP proíbe venda de sirenes e giroflex para carros comuns
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Câmara de SP proíbe venda de sirenes e giroflex para carros comuns

O comércio desses produtos ocorre livremente no centro; motoristas ficam com dúvidas ao dar passagem para carros civis com sirenes

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

17 Novembro 2016 | 11h02

O comércio é feito de forma legalizada, às claras, em áreas como a Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo. Por isso mesmo, quem está no trânsito sempre fica com a dúvida: “Será que esse carro com sirenes e giroflex pedindo passagem é um policial ou só um espertinho?”

Essa dúvida agora deve acabar. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta quarta-feira, 16, projeto de lei de autoria do vereador Vavá dos Transportes (PT) que restringe a venda de “alarmes sonoro e sinalização intermitente” apenas para “veículos prestadores de serviços de utilidade pública”. O projeto segue agora para sanção (ou veto) do prefeito Fernando Haddad (PT).

Giroflex vendido no centro. Foto: Epitácio Pessoa/Estadão

O texto prevê multa de R$ 2 mil e suspensão do alvará de funcionamento por 30 dias para o lojista que vender as sirenes para motoristas de carros comuns. Na terceira reincidência, prevê a cassação definitiva do alvará.

Ao justificar a apresentação do projeto (um texto que todo vereador deve apresentar quando propõe uma lei), Vavá argumenta que o projeto servirá justamente para coibir a venda desses equipamentos para pessoas comuns.

A venda desses produtos não é restrita na cidade. As polícias Civil e Militar têm, de fato, veículos comuns à paisana, que têm sirenes e giroflex para serem usados para cumprimento de suas funções.

Deixar de dar passagem para veículos oficiais à trabalho, identificados, é uma infração gravíssima prevista no artigo 189 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).