Após reportagem, Doria desiste de manter carro alugado pela Prefeitura
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Após reportagem, Doria desiste de manter carro alugado pela Prefeitura

Depois de revelação de gastos de R$ 10,9 mil com blindado apenas em janeiro, prefeito diz que cumprirá promessa de usar carro próprio para economizar

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

22 Fevereiro 2017 | 17h45

FR12 SÃO PAULO1

O prefeito João Doria. Foto: Felipe Rau/Estadão

O prefeito João Doria (PSDB) decidiu, na tarde desta quarta-feira, que abrirá mão de manter carros blindados alugados pela Prefeitura de São Paulo para seus deslocamentos. Embora ele tivesse prometido usar seus automóveis particulares durante o trabalho, sob argumento da economia, a Prefeitura vinha mantendo alugado um veículo blindado para ele e gastou, em janeiro, R$ 10,9 mil com o carro.

A justificativa para a manutenção do veículo era segurança. A decisão de desistir do carro veio depois da divulgação, pelo blog, dos gastos do poder público para a manutenção do veículo. Doria optou por abrir mão do blindado mesmo com recomendação contrária de sua equipe de segurança, que queria o carro à disposição para eventualidades. A informação foi repassada pela chefia de gabinete da Secretaria Executiva de Comunicação. O aluguel do automóvel será rescindido.

Reportagem publicada nesta quarta-feira tratou dos gastos da Prefeitura com essa atividade, baseada em informações do Diário Oficial, apontavam liberação de gastos de R$ 24,5 mil com o aluguel de dois carros blindados.

A Prefeitura, ainda nesta tarde, após um primeiro contato em que justificou os contratos, retificou os valores informados: disse que, dos R$ 24,5 mil, um total de R$ 10,9 mil haviam de fato saído dos cofres públicos. Foi para pagar um dos automóveis, uma vez que o contrato do segundo havia sido cancelado em 6 de janeiro, embora os recursos para pagar o aluguel tivessem sido empenhados (liberados para gasto).

Agora, o prefeito optou por cancelar também o segundo contrato, e passará a usar apenas seus carros particulares para os deslocamentos oficiais, como havia prometido ainda em dezembro, antes de tomar posse.