São Carlos tem mais sete bens históricos tombados pelo patrimônio estadual
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São Carlos tem mais sete bens históricos tombados pelo patrimônio estadual

José Tomazela

11 de fevereiro de 2020 | 10h50

Mais sete imóveis de São Carlos passaram a fazer parte dos bens tombados pelo patrimônio histórico do Estado de São Paulo. O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) do Estado acaba de incluir na lista de bens de valor histórico, cultural e arquitetônico seis prédios e uma praça da cidade. Com isso, São Carlos alcança o expressivo número de 13 bens tombados como patrimônio estadual e de preservação obrigatória para as futuras gerações.
Os novos tombamentos incluem o conjunto da estação ferroviária da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, construído em lugar do prédio original, da linha férrea The Rio Claro, erguida em 1884 pelo Conde de Pinhal. O prédio atual foi inaugurado em 1912 pela Paulista, mas ainda há remanescentes da estação original.
Outro bem, o Palacete Visconde da Cunha Bueno, foi construído pelo então proprietário da Fazenda Santa Eudóxia, maior produtora de café da América do Sul. O palacete urbano hospedou o Imperador D. Pedro II, em 1886, três anos antes da proclamação da República. Também foi tombado o Palacete Bento Carlos de Arruda Botelho, construído na década de 1890 pelo irmão mais novo do Conde de Pinhal.
O edifício do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) foi construído em 1902 pela Società Dante Alighieri e adquirido, em 1985, pela Universidade de São Paulo (USP). O prédio da Escola Estadual Eugênio Franco foi edificado a partir de 1906 e , em 1911, cedido para abrigar a Escola Normal de São Carlos.
O prédio Euclides da Cunha, que abriga a Câmara de Vereadores, foi inaugurado em 1900 e serviu ao Fórum e às forças policiais, tendo sido usado inclusive como cadeia. O edifício ganhou esse nome porque o escritor de ‘Os Sertões’ residiu em São Carlos na época de sua construção.
O tombamento da Praça Coronel Paulino Carlos, em frente à catedral, busca a preservação da memória da cidade. Inaugurada em 1895, a praça ganhou bustos de importantes personalidades da região e do Estado, como o do Conde de Pinhal, Antônio Carlos de Arruda Botelho. Uma placa ali instalada relembra a visita dos reis da Bélgica à cidade em 1920.
Já eram tombados em São Carlos os prédios da Escola Estadual Paulino Carlos e do Instituto de Educação Álvaro Guião, além da Casa do Conde de Pinhal. Também estão protegidas pelo tombamento as sedes da Fazenda do Pinhal, da Fazenda Santa Eudóxia e da Fazenda Santa Maria do Monjolinho. Os imóveis foram tombados pela representatividade de sua arquitetura, história e por refletirem o modo de vida da sociedade paulista entre o fim do século 19 e início do século 20, auge econômico do café.

Estação ferroviária de São Carlos foi tombada pelo Condephaat. Foto Fundação Pro-Memória

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