Rio enche e peixes voltam à Cachoeira das Emas em Pirassununga
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Rio enche e peixes voltam à Cachoeira das Emas em Pirassununga

José Tomazela

16 de dezembro de 2015 | 21h26

   Cardumes nadam contra a correnteza e saltam fora da água que despenca do paredão de pedras da Cachoeira das Emas, em Pirassununga. O cenário mostra que as chuvas das últimas semanas recuperaram o Rio Mogi Guaçu, um dos mais castigados do Estado na grande estiagem de 2014. Agora com vazão superior a 200 metros cúbicos por segundo, o rio tem volume para cobrir completamente o lajeado de pedras que ficou estava à mostra em agosto de 2014, quando a vazão chegou a 5,1 m3/s, a menor em 50 anos.

   A piracema – subida dos peixes para a desova – voltou a atrair turistas. No último fim de semana, os restaurantes próximos da cachoeira ficaram lotados. A Polícia Ambiental colocou pessoal de prontidão próximo da barragem para evitar a pesca predatória. Desde 2013, os peixes não subiam para a desova devido ao nível baixo do rio, segundo o coordenador do Centro de Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), Antonio Fernando Lucas. Ele observou curimbatás saltando nas escada de peixes na barragem da pequena hidrelétrica existente no local.

   A volta dos peixes favoreceu a Festa da Piracema, realizada no último dia 8. Desta vez, a programação inclui ações ambientais em favor do rio. A cheia do Mogi Guaçu alimenta as lagoas marginais onde a maioria das espécies desova. Ali os alevinos se desenvolvem e voltam para o rio. Cerca de 80 espécies se reproduzem no Mogi Guaçu, um dos rios mais piscosos do Estado. Como as duas piracemas anteriores praticamente não ocorreram, a deste ano, que vai até o início de março, é importante para a recuperação da fauna aquática, segundo Lucas. A subida dos peixes se intensifica entre o fim de dezembro e o início de fevereiro.

Piracema na Cachoeira das Emas.

Piracema na Cachoeira das Emas.