Navegadores discutem futuro da hidrovia Tietê-Paraná em Barra Bonita
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Navegadores discutem futuro da hidrovia Tietê-Paraná em Barra Bonita

José Tomazela

12 de março de 2020 | 10h35

O futuro da Hidrovia Tietê-Paraná, principal modal hidroviário do Estado de São Paulo, estará em debate, nesta sexta-feira (13), em Barra Bonita. A cidade, estância turística às margens do Rio Tietê, é considerada a “capital da navegação fluvial” no Estado.
Os passeios de barco, que têm seu ponto alto na passagem pela eclusa da represa de Barra Bonita, movimentam a economia local, mas a grande aposta da região é no uso da hidrovia para o transporte de cargas. Empresários e armadores reclamam da falta de investimentos e de apoio político para que o transporte hidroviário decole.
O encontro “Capital da Navegação”, organizado pelo Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial do Estado de São Paulo e pela Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária, será realizado a bordo da embarcação “Aquarius”. Além de dirigentes de outros sindicatos ligados ao setor, estarão presentes prefeitos da região, parlamentares e representantes dos governos estadual e federal.
Conforme o sindicato dos armadores, o objetivo é apresentar a situação atual da hidrovia e os desafios que enfrenta para se tornar uma importante via de escoamento da produção agrícola dos estados do centro-oeste e de Minas Gerais.
A principal demanda dos navegadores é a conclusão de obras projetadas para eliminar os gargalos existentes no trecho paulista da hidrovia, como a retirada de rochas do fundo do rio e alargamento da passagem sob as pontes, que impedem a circulação de comboios com maior capacidade. Eles também querem que a hidrovia seja colocada em pauta como indutora do desenvolvimento do Estado.
A Hidrovia Tietê-Paraná tem 2,4 mil km de vias navegáveis. Em São Paulo, a navegação tem início no município de Conchas e vai até a foz do Tietê no Rio Paraná, prosseguindo por esse rio até os estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Barra Bonita é a ‘capital da navegação fluvial’ no Estado. Foto Prefeitura/divulgação.