Museu reabre nove anos após ser destruído por incêndio em Rio Claro
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Museu reabre nove anos após ser destruído por incêndio em Rio Claro

José Tomazela

01 de setembro de 2019 | 18h16

Destruído por um incêndio, em junho de 2010, o Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga foi reaberto, no último dia 29, depois de nove anos em obras de recuperação, em Rio Claro. A estrutura do prédio, edificado em taipa de pilão há 156 anos, foi totalmente restaurada.
Conforme a secretária de Cultura, Daniela Ferraz, foi possível recompor a bela fachada do sobradão, tombado desde 1963 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O prédio, um legítimo exemplar da arquitetura paulista oitocentista, fica na região central da cidade e teve a estrutura interna modernizada para expor o acervo e sediar outras manifestações culturais, como oficinas, teatro e exposições.
A inauguração de cinco mostras marcou a reabertura do museu. Uma delas, a “Memorial do Museu”, versa sobre a história do prédio, conhecido como Solar da Baronesa. Outras exposições têm como temas a história de Rio Claro e a memória ferroviária da cidade, além de imagens arquitetônicas e paisagens do município.
O museu abre para visitação de terça-feira a sexta, das 9 às 17 horas, e aos sábados e domingos, das 9 às 13 horas.
O prédio estava em reforma quando foi atingido pelo incêndio, na madrugada de 21 de junho de 2010, por isso a maior parte do acervo tinha sido transferida para outro local e se salvou das chamas. Mesmo assim, parte do mobiliário, portas e janelões de madeira e alguns equipamentos, como uma carruagem histórica, viraram cinzas.
O Sobrado da Baronesa foi construído em 1863 pelos escravos de José Luiz Borges, o Barão de Dourados, e se tornou residência da família por insistência de sua esposa, Amalia Carolina de Mello Oliveira.
Um século depois, com o tombamento do prédio, o museu foi instalado com o nome em homenagem a Amador Bueno da Veiga, um destacado bandeirante, nomeado cabo-maior do Exército paulista na Guerra dos Emboabas.

Museu de Rio Claro foi reaberto, nove anos após incêndio. Foto Prefeitura/Divulgação.

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