Museu do Caipira resgata cultura e ‘coisas da roça’ em Brotas
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Museu do Caipira resgata cultura e ‘coisas da roça’ em Brotas

José Tomazela

15 Novembro 2016 | 11h46

Em tempos de internet e realidade virtual, fica difícil imaginar que há menos de 100 anos as pessoas usavam pilão de madeira para socar e descascar o arroz, moedor de manivela para fazer pó de café e, ainda, um ferro com brasas para passar roupas. O modo de viver nas comunidades rurais e, mesmo, nas pequenas cidades do interior num passado não tão remoto, mas totalmente desconhecido dos jovens de hoje, está sendo resgatado em Brotas.
A cidade, conhecida como a Capital do Turismo de Aventura, acaba de inaugurar o Museu do Caipira, um espaço voltado para a cultura da roça.
O acervo reúne centenas de objetos recuperados em antigas fazendas, como fogareiros, peneiras para aventar feijão, torrador e pilões para café e, ainda, alambiques de cachaça. Apetrechos da lida com o gado, como baldes de leite, banco de ordenha, laços, selas e estribos também encontram espaço no local. Há ainda utensílios de cozinha, como panelas e chaleiras de ferro.
Entre as “modernidades”, estão antigos rádios à pilha ou com transistores e lampiões a gás. O acervo está disposto numa antiga tulha de madeira, usada para armazenar o café – o grão que impulsionou o desenvolvimento do interior.
Em outra área, o visitante pode apreciar a culinária caipira antiga, como o café torrado à mão, adoçado com açúcar mascavo, o melado de cana, rapaduras e doces caseiros, preparados em tacho de cobre e fogão à lenha.
O Museu do Caipira funciona diariamente, das 9 às 18 horas, e a entrada é gratuita.

Objetos de antigamente estão no Museu do Caipira.

Objetos de antigamente estão no Museu do Caipira.

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