Morre em Itu o ‘garimpeiro’ de obras do Aleijadinho
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Morre em Itu o ‘garimpeiro’ de obras do Aleijadinho

José Tomazela

23 de junho de 2014 | 12h10

 

Um dos grandes conhecedores da obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, o restaurador José Marcelo de Souza Galvão, conhecido como Marcelo Coimbra, morreu aos 57 anos na noite de domingo (22), em Itu, sua cidade natal. Nos últimos vinte anos, Coimbra identificou e revelou pelo menos 60 esculturas inéditas do mestre do barroco mineiro, resgatadas em antiquários ou oratórios particulares, e que, até então, tinham a autoria desconhecida.

Nos meios artísticos, Coimbra passou a ser conhecido como o “garimpeiro” do Aleijadinho.

Uma de suas últimas descobertas, a imagem de um santo negro representando São Benedito das Flores, do final do século 18, foi achada este ano num antiquário e um estudo preliminar indicou o mestre mineiro como provável autor.

O ituano foi co-autor de “Aleijadinho – O Catálogo Geral da Obra”, de 2012, o mais recente inventário da arte de Antonio Francisco Lisboa, editado em parceria com os pesquisadores mineiros Herbert Sardinha Pinto e Márcio Jardim.

Também foi curador de onze exposições nacionais com obras do Aleijadinho e outros expoentes do barroco brasileiro, a última delas realizada em março deste ano, no espaço Caixa Cultural, em Brasília.

Em seu ateliê, em Itu, Coimbra mantinha um acervo pessoal com mais de uma centena de peças, pinturas e esculturas do barroco nacional, entre elas, mais de 50 esculturas atribuídas ao Aleijadinho. O destino do acervo será decidido pela família. O sepultamento ocorre nesta segunda-feira (23), no cemitério de Itu.

 

Marcelo Coimbra, pesquisador do Aleijadinho

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