Lei torna zoológico patrimônio cultural imaterial de Sorocaba
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Lei torna zoológico patrimônio cultural imaterial de Sorocaba

José Tomazela

12 Novembro 2018 | 15h17

Uma lei pulicada no Diário Oficial do município, no último dia 6, tornou o Parque Zoológico Municipal ‘Quinzinho de Barros’ patrimônio cultural imaterial de Sorocaba. Inaugurado há 50 anos, o zoo foi considerado por votação popular, em 1993, o principal símbolo da cidade.
De acordo com o vereador Fernando Dini (MDB), autor do projeto que deu origem à lei, além de ser o ponto turístico mais visitado da região, o zoológico se tornou referência internacional em projetos de educação ambiental e de preservação de animais ameaçados de extinção.
O zoo foi pioneiro na reprodução de espécies criticamente ameaçadas da fauna silvestre brasileira, como o lobo-guará, o mono-carvoeiro e a ave jacutinga. Dini lembra que o zoológico sorocabano é classificado como de categoria A – a mais alta – pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pela sua infraestrutura, incluindo quadro técnico de nível superior em regime integral de trabalho, biblioteca, auditório, laboratório e programa de educação ambiental.
HISTÓRIA – Sorocaba chegou a ter um pequeno zoológico, em 1916, com a instalação de animais no Jardim dos Bichos, como era conhecida antigamente a Praça Frei Baraúna, no centro da cidade. Os animais – jacarés, bichos-preguiças, veados, macacos, cobras e aves – destinavam-se apenas à contemplação e esse zoo se extinguiu em 1930. Em 1966, a prefeitura adquiriu a chácara pertencente à família Prestes de Barros e, dois anos depois, inaugurou ali o atual zoológico.
O parque engloba o casarão em taipa, construído em 1780, que abriga o Museu Histórico Sorocabano. Com um acervo de 1.200 animais de 300 espécies, o zoológico recebe 600 mil visitantes, além de quase 100 mil alunos da rede pública por ano. Cerca de 70% da fauna são compostos por animais brasileiros. O parque possui 128 mil metros quadrados, dos quais 17,5 mil são lagos e 38,7 mil remanescentes de mata atlântica, onde animais vivem em liberdade.

Entrada do zoológico de Sorocaba. Foto Fernando Abreu – divulgação.