Itu ganha cartilha para orientar sobre tombamento
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Itu ganha cartilha para orientar sobre tombamento

José Tomazela

17 Dezembro 2013 | 12h17

A cidade de Itu, uma das mais antigas do Brasil, fundada em 1610, tem cerca de 240 imóveis tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). Além de igrejas como a do Bom Jesus e da Candelária, e da Fábrica de Tecido São Luiz, muitos dos prédios tombados são particulares, como casarões construídos a partir do século 18.

Uma pesquisa feita por alunas da Faculdade de Direito de Itu (Faditu) mostrou que a maioria das pessoas desconhece o que é permitido ou não em relação a essas propriedades. Para orientar os moradores, as formandas Mayara Aliaga, Nicole Lange e Andressa Pereira, instruídas pela professora de direito administrativo Maria Luisa Buffo, desenvolveram uma cartilha com linguagem simples, didática e acessível sobre o tombamento.

Na pesquisa de campo, elas perceberam que os moradores veem esse processo como um ônus porque acham que perdem o direito sobre o imóvel, não podendo reformar, alugar ou vender. As estudantes também descobriram que não havia material disponível para orientar a população. O estudo acabou virando o trabalho de conclusão de curso das estudantes.

De atividade acadêmica, o trabalho se transformou em ferramenta de informação para os moradores. A faculdade patrocinou a impressão de seis mil cartilhas que serão colocadas à disposição dos interessados – proprietários de imóveis tombados ou em processo de tombamento, vizinhos, estudantes e moradores do centro histórico. O lançamento será na semana de aniversário, em fevereiro de 2014, quando Itu completa 404 anos.