Iphan atribui a Padre Jesuíno pinturas achadas em Itu
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Iphan atribui a Padre Jesuíno pinturas achadas em Itu

José Tomazela

12 Abril 2015 | 10h56

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu com sendo do Padre Jesuíno do Monte Carmelo as pinturas encontradas recentemente no campanário da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em Itu. Considerado um dos expoentes da arte sacra brasileira, Padre Jesuíno nasceu em Santos, em 1764, e morreu em Itu, em 1819. As pinturas achadas só agora ficaram escondidas por mais de dois séculos.

As cenas retratam passagens da vida de Cristo em óleo sobre madeira. As pinturas estavam cobertas pelo pó e algumas estavam sob camadas de tinta mais recentes. As tábuas eram usadas para proteger os sinos e o relógio da matriz. As obras foram encontradas pelo professor de história Luís Roberto de Francisco, pesquisador das obras do padre.

Até então, apenas o relojoeiro da matriz tinha acesso ao campanário, na torre da igreja. O achado foi submetido a dois historiadores envolvidos no processo de restauração da igreja, Carlos Gutierrez Cerqueira, pesquisador do Iphan, e Júlio Moraes, restaurador. Ambos são estudiosos e conhecedores da arte do Padre Jesuíno.

A igreja foi construída na década de 1780 e tombada pelo Iphan em 1938, tornando-se o primeiro bem cultural protegido nacionalmente no interior paulista. Também foi tombada em 1985 pelo Condephaat, órgão estadual do patrimônio histórico. O tombamento inclui pinturas, esculturas e obras de arte já conhecidas de Padre Jesuíno e de outros expoentes da arte colonial brasileira, como Almeida Júnior e José Patrício da Silva Manso.

Os achados do campanário estão à mostra para o público pela primeira vez na exposição “Tesouros da Matriz de Itu”, na Casa da Praça (Praça Padre Miguel, 56), e que vai até o dia 2 de agosto. A visitação é de terça a domingo, das 10 às 16 horas, com entrada franca.

Pinturas de 200 anos achadas em Itu

Uma das pinturas recuperadas em Itu – divulgação

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