Festa do Divino repete tradição de 180 anos em Anhembi
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Festa do Divino repete tradição de 180 anos em Anhembi

José Tomazela

04 de junho de 2014 | 16h43

 

O encontro da canoas no Rio Tietê, sábado (7), será o ponto alto da Festa do Divino, uma tradição de 180 anos, no município de Anhembi. A festa religiosa e folclórica, incluída no calendário turístico do Estado de São Paulo, remonta à primeira metade do século 19, quando pestes dizimavam populações ribeirinhas. A fé no Divino Espírito Santo teria protegido das doenças as famílias devotas, dando início à celebração que resultou na criação da Irmandade do Divino.

O encontro é precedido de nove dias de visitas dos irmãos a moradores das margens do rio. Nessa maratona, eles usam, além de barcos, caminhões e ônibus e são recebidos com festa nas casas e fazendas. O pernoite nesses locais gerou a tradição do pouso do Divino.

No sábado, às 16 horas, dois batelões, cada um levando 60 irmãos do Divino, sairão de margens opostas do Rio Tietê para se encontrarem na altura da área urbana, sob uma salva de trabucos e queima de fogos.

Em seguida, os barcos vão ancorar para o início da Procissão dos Amortalhados, outro ritual histórico: cerca de mil pessoas se enrolam em lençóis e se deitam à frente do cortejo para serem pulados e abençoados pelos irmãos com as insígnias do Espírito Santo. A imagem do Divino pé levada num andor. À chegada na Igreja Matriz, é celebrada uma missa campal.

Na região central, ocorrem quermesses e atividades culturais. De acordo com o secretário de Turismo, Rodolfo Cosentino, apenas para o churrasco, este ano, foram abatidos 45 bois. A festa é importante atração regional. No ano passado, o evento atraiu 42 mil pessoas à cidade de 6 mil habitantes. Na edição deste ano, são esperadas mais de 50 mil pessoas.

 

 

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