Espécies de aves aumentam 140% em mata recuperada de Itu
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Espécies de aves aumentam 140% em mata recuperada de Itu

José Tomazela

05 de outubro de 2016 | 17h24

Em pouco mais de cinco anos, houve um aumento de 140% no número de novas espécies de aves numa antiga fazenda de café que passou por um trabalho de recuperação florestal, em Itu. A área pertence à empresa Brasil Kirin e foi cedida para o Centro de Experimentos Florestais da SOS Mata Atlântica. As terras foram reflorestadas com plantas e árvores produzidas no viveiro de mudas da própria unidade, que também abastece outros projetos na região.
De acordo com estudo feito em parceria com os pesquisadores Marcos Melo e Marco Silva, da Universidade Federal de São Carlos, em 2010 foram identificadas 84 espécies de aves no local. Em 2015, o número chegou a 200, incluindo exemplares de perdiz e curica, espécies ameaçadas de extinção. Outras seis espécies estão classificadas como quase ameaçadas, conforme lista do Ibama.
O estudo também constatou que 13 espécies que são endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, só sobrevivem nesse bioma, frequentam a fazenda atualmente, o que é indicador da qualidade das matas recuperadas. De acordo com o gerente de restauração da SOS Mata Atlântica, o trabalho reforça a importância da rearborização para o retorno da fauna. Ele lembra que, antes, as terras da fazenda eram ocupadas por um cafezal.
Outro benefício trazido pela restauração florestal foi a produção de água: duas novas nascentes surgiram, somando-se às 17 que já existiam. O viveiro do Centro tem capacidade para produzir 750 mil mudas de 110 espécies nativas da Mata Atlântica por ano. Os projetos de restauração já foram responsáveis pelo plantio de mais de 30 milhões de mudas na região. O Centro faz também trabalho de educação ambiental com os visitantes.

Ave avistada no Centro de Experimentos Florestais de Itu.

Ave avistada no Centro de Experimentos Florestais de Itu.